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O mercado de venture capital brasileiro apresentou mais um trimestre de crescimento. Ao todo, foram US$ 2 bilhões investidos em startups em 167 transações, segundo relatório do Distrito.

Apesar de significativos, os números mostram uma dinâmica não tão forte quanto a que vinha sendo registrada até agora. Em termos de valores, a alta foi de meros 4%. Já em número de negócios, houve até uma queda: 33 operações a menos.

O período foi tão atípico que não foram as fintechs que lideraram em volume de investimentos, mas as retailtechs. Foram US$ 163 milhões para as companhias de varejo, contra US$ 142 milhões para os negócios no setor financeiro.

O mês de março pesou bastante nos números. Foram 70 rodadas, com um total de US$ 462 milhões. No mesmo período do ano passado, foram 81 rodadas, com US$ 958 milhões.

A menor ocorrência de grandes rodadas entre janeiro e março, a aversão global ao risco por conta dos efeitos da invasão russa na Ucrânia e as incertezas com o cenário econômico e político brasileiro tiveram impacto no desempenho no período.

Evolução do volume de investimentos, segundo o Distrito

Fim da farra das startups?

Mas ainda é cedo para dizer que as torneiras do venture capital no Brasil estão mais fechadas, como já está acontecendo no resto do mundo, e que o desempenho do mercado no restante do ano pode ser impactado. “Normalmente temos um 1º trimestre mais fraco mesmo. Mas continuamos acreditando que o ano terá um desempenho semelhante, ou com maior desempenho que 2021”, disse Gustavo Gierun, presidente do Distrito, durante evento com jornalistas.

Para ele, alguns elementos vão contribuir para segurar o mercado. As mudanças regulatórias na China, a própria guerra na Ucrânia e uma falta de boas oportunidades tanto nas bolsas, quanto no mercado de startups ao redor do mundo, podem fazer com que mais dinheiro seja direcionado para cá. Fundos e gestores também estão capitalizados e precisam alocar os recursos de seus investidores.

Ele acrescenta a isso tudo o fato de o mercado estar amadurecendo e de mais empresas estarem crescendo e se desenvolvendo, seguindo a escadinha do venture capital. Com mais rodadas seed, série A, vamos ter mais aportes subsequentes”, diz.

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