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A Juntos Somos Mais, startup de relacionamento nascida de uma joint-venture das grandonas da construção Tigre, Votorantim Cimentos e Gerdau entrou para a onda de demissões. A companhia desativou a operação do projeto Pronta Reforma, voltado a marketplaces externos, o que resultou em cortes e realocações no quadro de funcionários.

Com a decisão, a empresa impactou cerca de 50 funcionários dedicados à divisão, criada há cerca de um ano. Pela plataforma do Pronta Reforma, o plano era o de conectar os pequenos e médios varejistas de construção aos maiores marketplaces do Brasil, além da loja própria da companhia. Isso era disponibilizado através de ferramentas de criação de vitrines virtuais e de consultorias do time da Pronta Reforma.

Pelo lado positivo das coisas, a Juntos Somos Mais ressaltou em nota enviada ao Startups que 60% dos funcionários da unidade descontinuada foram realocados para outros setores da organização. Para os que foram desligados – cerca de 17 pessoas – a empresa proporcionou um pacote de benefícios, tais como extensão da vigência do plano de saúde e de auxílio mental, com a intenção de “apoiá-los neste período de transição”.

“A decisão é fruto de uma priorização estratégica da empresa, visando concentrar seus esforços na geração de valor para o varejo de material de construção, dialogando com os públicos centrais da startup: varejistas, profissionais de obra e indústrias participantes do ecossistema em que atua. A empresa reforça que a suspensão das atividades será realizada cumprindo os compromissos com seus clientes, colaboradores e fornecedores”, afirmou a Juntos Somos Mais em comunicado.

A empresa não deu maiores detalhes sobre as razões sobre a descontinuidade da frente de negócios, ainda mais uma com pouco tempo de vida. Segundo a companhia, o movimento visa concentrar esforços nas outras estratégias já conduzidas pela joint-venture.

“Os demais negócios da Juntos Somos Mais seguem operando sem impactos, com o objetivo de transformar a experiência de construir e reformar, usando a tecnologia e o foco no cliente como suas principais alavancas. A startup se preocupa e preza pelo ecossistema em que está inserida e, por isso, continuará concentrando esforços e atenção ilimitada ao setor de varejo da construção civil”, finalizou a companhia.

Foco no marketplace próprio?

Atualmente, as receitas da companhia vêm do programa de fidelidade criado em 2014 com o mesmo nome, e da Loja Virtual, marketplace B2B fundado em 2019, que realiza mais de 100 mil vendas on-line mensalmente e transacionou mais de R$ 8 bilhões em 2021. A meta para 2022 é aumentar para R$ 9 bilhões em valores movimentados.

Uma das possibilidades com o encerramento do Pronta Reforma talvez seja mesmo o foco nas plataformas próprias de venda e relacionamento, algo em linha do que a empresa divulgou no ano passado, afirmando que pretende se tornar o maior marketplace de serviços para construção do país, incluindo possíveis aquisições neste processo.

Uma das compras realizadas pela empresa foi a da Triider em 2020. Fundada no Rio Grande do Sul, a startup desenvolveu um marketplace de serviços que conecta profissionais a clientes em busca de serviços de manutenção e pequenas e médias reformas.

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