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Colocando os R$ 2,6 bilhões que recebeu em sua mais recente rodada de investimento – e buscando fazer jus ao status de unicórnio atingido nela – a argentina Nuvemshop fechou a compra a empresa de logística para pequenos e médios e-commerces Mandaê. Com a operação, que não teve o valor divulgado, a plataforma para criação de lojas virtuais estreia na oferta desse serviço para os seus 90 mil clientes.

“Adquirir a Mandaê e integrar as equipes faz parte da nossa estratégia de entregar cada vez mais e melhores soluções aos lojistas”, disse Santiago Sosa, presidente e cofundador da Nuvemshop, em comunicado.

As entregas sempre foram consideradas um gargalo para o desenvolvimento do comércio eletrônico no Brasil e nos últimos meses, foram um dos segmentos de mais interesse em termos de aquisições e também de investimentos diretos por parte de grandes varejistas e mesmo players do setor. Amazon, Mercado Livre, Magalu e Intelipost são alguns exemplos.

Criada em 2014, a Mandaê chegou a levantar US$ 11, milhões em 4 rodadas feitas entre o seu nascimento e 2018, segundo o Crunchbase. Entre seus investidores estavam Qualcomm Ventures, IFC, o Meli Fund (do Mercado Livre, que recentemente comprou a Kangu), UPS Ventures, Monashees e FJ Labs. Entre seus clientes estão a Shoulder, Jogê, Giovanna Baby e Nerd ao Cubo.

No começo da semana ela tinha anunciado a mudança para uma nova estrutura na Zona Oeste de São Paulo, um movimento que lhe permitirá triplicar a capacidade de processamento de encomendas. Antes, ela tinha iniciado operações em Minas Gerais, instalando um cross docking na cidade de Contagem. O plano é instalar novas estruras dessas em mais estados do país até meados de 2022.

A Mandaê será mantida com sua estrutura atual, atendendo clientes além da Nuvemshop em toda a América Latina. A companhia tem integração com diversas plataformas de gestão e inclusive com concorrentes da Nuvemshop, como VTEX e Magento.

“Estamos superanimados com essa aquisição. É uma combinação que faz muito sentido, não apenas por causa da importância da logística para o e-commerce, mas porque ambas as empresas têm missões semelhantes de ajudar o comércio eletrônico a prosperar”, disse Marcelo Fujimoto, preisdente e cofundador da Mandaê, em comunicado.

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