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A Kinea, gestora de investimentos de private equity do Itaú, está começando a olhar investimento com perfil de venture captial e cheques menores do que ela está normalmente acostumada.

O Startups apurou que em janeiro a companhia deslocou Philippe Schlumpf, que está na casa desde 2016 para liderar os esforços. Em abril, contratou Francesco Bloise, que trabalhava com venture capital no Bradesco. A dupla já tem term sheets na rua e a expectativa é que os primeiros anúncios de aportes aconteçam em breve.

Procurada, a assessoria de imprensa da Kinea disse que não tinha informações sobre o assunto imediatamente.

Ainda não está clara quanto a Kinea – que tem mais de R$ 60 bilhões em ativos sob gestão – pretende destinar nem qual será sua tese de investimento. A tendência é que ela busque aportes em companhias em estágio de desenvolvimento um pouco mais avançado (por volta da série A), onde teria condições de ajudar mais com sua experiência e estrutura. Ela também deve olhar bastante para fintechs – por motivos óbvios.

Com a ascensão das mega-rodadas e o apetite de fundos de venture capital para fazer investimentos de maior porte, fundos de private têm reduzido o valor de seus cheques para entrar nesse mundo e capturar maiores retornos chegando antes nos negócios.

A GP Investments, por exemplo, vem fazendo uma série de aportes aportes nos últimos anos e colocou em seu portfólio Quero Educação, CERC, Blu Pagamentos e Sim;paul, além dos fundos The Craftory (na Inglaterra) e Expanding Capital (no Vale do Silício). Os investimentos foram reunidos sob uma nova empresa, a G2D, que pretende listar BDRs na B3. Em novembro/19, as gestoras Gávea e Constellation entraram com a SoftBank em uma rodada de US$ 140 milhões na VTEX. Em fevereiro a Kinea fez um investimento na Matera – mas o valor de R$ 100 milhões foi mais perto de sua zona de conforto, por assim dizer.

No caso da gestora, o olhar para venture capital também atende às necessidades de seu controlador. O Itaú começou a se aproximar do mundo das startups há cinco anos com a criação do Cubo. Mas investimentos não têm sido tão constantes e, quando acontecem – como o aporte na fintech Quanto – têm sido feitos diretamente no balanço do banco. Isso traz complexidades como a necessidade de aprovação pelo Banco Central.

O Bradesco – que foi coinvestidor na Quanto, tem feito os movimentos por meio do inovabra Ventures. Mês passado, o Banco do Brasil anunciou que estava separando R$ 200 milhões para investimento em startups. Em um primeiro momento, metade de desse valor será aplicado em 5 fundos que investem em companhias em estágio seed e series A.

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