fbpx

Junte-se agora e acesse (antes de todos) as principais notícias de tecnologia e startups. clique aqui

Locaweb faz oferta de R$ 180 milhões por 100% da Vindi

Por Gustavo Brigatto, em 29 de outubro de 2020

0Shares

Em mais um passo em seu movimento de aquisições, a Locaweb fez uma oferta de compra da empresa de pagamentos recorrentes Vindi. Em fato relevante enviado à CVM, a companhia disse que pretende pagar R$ 180 milhões por 100% da companhia. Os três fundadores da fintech ainda terão direito a um earn out dependendo do atingimento de metas pré-estabelecidas. O valor desse pagamento adicional não foi revelado.

A operação foi aprovada por 79,33% dos acionistas da Vindi. Por conta disso, a proposta da Locaweb pode envolver a compra de 79,33% a 100% da Vindi. “O prazo para aceite da Proposta pelo outro acionista da Vindi expira dia 5 de dezembro de 2020, às 20 horas,”, informou a Locaweb em comunicado.

A Vindi tem como principais investidores a Crescera Investimentos (antiga Bozano Investimentos) e o fundo Criatec 2, do BNDES, que é gerido pela Crescera. Em sua rodada mais recente, uma série B anunciada em agosto de 2019, a companhia levantou R$ 20 milhões com a Confrapar. Desde sua fundação em 2013 a Vindi levantou cerca de US$ 10 milhões, segundo o Crunchbase.

Ao fazer seu IPO em fevereiro, a Locaweb prometeu usar boa parte dos recursos captados na aquisição de outras companhias. A oferta de ações movimentou R$ 1,3 bilhão, dos quais R$ 575 milhões foram para o caixa da companhia. No fim de setembro vieram as duas primeiras compras: Social Miner e Etus.

Em entrevista ao Startups, Fernando Cirne presidente da Locaweb, disse que toda semana de 5 a 10 novos nomes entra na esteira de avaliação para possíveis negócios. A escolha do que segue adiante ou não é feita em uma reunião que acontece toda quinta-feira às 17h.

A companhia tem buscado negócios para alavancar sua operação de comércio eletrônico que possuam modelo de recorrência, com produtos estabelecidos (nada de MVP) e que tenham possibilidade de integração com as ofertas produtos que a companhia já tem. Os fundadores também precisam querer ficar na operação. “A ideia de vender e ficar rico não rola pra gente”, disse Cirne.

De acordo com Cirne, o formato do earn out proposta pela companhia busca incentivar isso, com a possibilidade de fazer saídas mais altas lá na frente. As metas da Social Miner, por exemplo, foram atreladas às da Allin para impulsionar esse desempenho, diz o executivo. “A Allin não tinha a parte de inteligência artificial que eles têm. E não faz diferença se sou eu que vendo ou se são eles. O negócio de recorrência se acelera com o tempo e se o negócio como um todo cresce eu posso pagar earn outs mais altos”, diz.

 

Jornalista com mais de 10 anos cobrindo tecnologia e inovação no Valor Econômico. Fundador e editor do startups.com.br.