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A Loft fez hoje uma 2ª rodada de demissões e dispensou 12% do seu quadro de 3,2 mil pessoas. Os 384 demitidos se juntam a outros 159 que a proptech já tinha cortado em abril.

“A redução do quadro de funcionários se soma a outras medidas de aumento de eficiência tomadas nos últimos meses após 4 anos de crescimento agressivo e consistente, tanto através de produtos desenvolvidos organicamente quanto via aquisições”, disse a companhia em nota.

O inverno chegou no mundo das startups depois de atingir o mercado de ações, com efeito principalmente nos unicórnios e empresas com tese de crescimento acelerado baseado na queima de caixa e sucessivas rodadas de captação para sustentar esse ritmo. Isso tem levado as empresas a cortar custos e até fazer captaçãoes com valores menores (ou muito menores) do que os registrados nos tempos de bonança (vulgo 2021).

Quem foi demitido da Loft hoje receberá um pacote especial de benefícios, que inclui: extensão do plano de saúde para o titular e dependentes por 2 meses; apoio ao processo de recolocação profissional; facilitação da participação no plano de stock options para as pessoas elegíveis. “A Loft agradece a dedicação dos colaboradores desligados, está empenhada em ajudar no que for possível para a sua recolocação no mercado e lamenta a perda destes profissionais”, escreveu a companhia.

Em maio, durante o South Summit, Jardel Cardoso, VP de Relações Institucionais da Loft, disse ao Startups que estava tudo bem na companhia e que as demissões em abril foram um resultado da conclusão da incorporação da CrediHome, e que a divulgação da dispensa no momento de mais cautela no mercado tinha sido uma “infeliz coincidência”.

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