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Sucesso no mundo digital, a MadeiraMadeira quer estender seu encanto também para o mundo do varejo físico. A estratégia de abertura de lojas, que começou há 1 ano e meio, se acelerou nos últimos 9 meses, chegando a um total de 100 lojas. A unidade emblemática foi aberta hoje na cidade de Curitiba, sede da varejista. A meta é fechar o ano com 170 e manter um ritmo acelerado também em 2022.

“O mercado de móveis acontece 90% no offline. Com esse movimento, aumentamos o nosso mercado em 10 vezes”, diz Daniel Scandian, cofundador e presidente da varejista. A ideia é tornar a MadeiraMadeira a referência nacional no setor. “São 43 mil lojas de bairro no Brasil. E não há um nome com escala nacional. A ideia é criar essa rede”, diz. Hoje, a maior parte das lojas está instalada em São Paulo, principal mercado da companhia, mas há unidades também no Nordeste, Sul, e Centro-Oeste.

Segundo ele, a marca atingida hoje representa uma antecipação dos planos feitos para 2022 e 2023.

A aceleração aconteceu devido à liquidez de capital no mercado atual, que resultou na captação de US$ 190 milhões anunciada em janeiro, que elevou a companhia ao status de unicórnio. “A gente sabia o que queira e tinha a oportunidade. Se tivesse mais dinheiro poderíamos acelerar”, conta. E foi exatamente isso que aconteceu.

Formato das lojas

O formato de lojas escolhido pela MadeiraMadeira nessa 1ª fase é de unidades de rua, com tamanho de 1,5 mil a 2 mil metros quadrados. O investimento em cada unidade é fica na casa de R$ 500 mil a R$ 600 mil. “Com isso o erro custo menos. E a ideia é ir aprendendo e ajustando. O que já está acontecendo. Se você entrar em uma loja hoje, ela é diferente de 2 meses atrás”, diz Daniel. Segundo ele, a expectativa é que a taxa de erro – ou seja, o número de lojas que não vão ter o desempenho esperado – fique em linha com a média do varejo, que é de 10% a 15%.

As lojas da companhia operam no modelo de compra guiada, ou guide shop. Nesse formato, a loja funciona como um mostruário, sem produtos para pronta entrega, e o vendedor tem uma atuação bem próxima dos clientes, dando toda orientação necessária sobre os produtos. A compra é feita diretamente pelo site da companhia, sem uma estrutura de ponto de venda.

Segundo Daniel, a companhia está investindo para ter uma estrutura de entregas em até 48 horas para dar uma sensação de entrega imediata mais parecida com a do varejo físico. “O metro quadrado no centro de distribuição é mais barato do que na loja”, diz.

Mas porque não entregar em 24 horas ou menos como outros varejistas têm feito? “Já fizemos testes em São Paulo com entrega em 24 horas e tivemos muita reclamação. A pessoa que compra um sofá ou um armário muitas vezes precisa de tempo para tirar o que ela tinha em casa antes. É uma categoria que tem muitas particularidades”, conta.

Próximos passos

Para as próximas 100 lojas, a ideia é testar formatos e investimentos maiores, na casa R$ 1 milhão, R$ 2 milhões. “Vamos explorar todos os modelos para ver o que funciona melhor”, diz.

Segundo ele as lojas físicas não devem ter um impacto significativo no desempenho da companhia em 2021, por conta da necessidade de maturação típica do varejo. A expectativa é que ano que vem elas tenham uma participação mais significativa. Mas o objetivo não é se tornar um varejista físico, com lojas enormes. Para este ano, a expectativa da companhia é de crescer 50%, um percentual menor que o apresentado nos anos anteriores, mas feito sobre uma base bem maior.

Perguntado sobre a expectativa de IPO – um movimento que ficou claro com o perfil da rodada anunciada em janeiro, Daniel disse que a companhia está preparada para isso, mas que não há pressa para fazer esse processo. A gente entende que a companhia com um porte maior é melhor para não ficar órfão e com falta de liquidez. E no privado a gente tem vantagem de não precisar compartilhar números e informações. Mas estamos avaliando quando seria a melhor janela e qual o melhor mercado para fazer isso”, diz.

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