fbpx

Maya Capital relança programa para estimular empreendedorismo feminino (inscrições vão até amanhã)

Compartilhe

Quando montaram a Maya Capital em 2018, Monica Saggioro e Lara Lemann tinham entre suas propostas buscar a diversidade em seus investimentos. “Tentamos criar um processo de seleção mais neutro possível, fazendo as mesmas perguntas para todo mundo. Hoje temos no portfólio pelo menos uma fundadora em 4 de cada 10 investidas”, diz Monica. O portfólio da Maya conta hoje com 27 companhias como Gupy, liderada por Mariana Dias, e SafeSpace, da Rafaela Frankenthal, Giovanna Sasso e Natalie Zarzur.

Além da dinâmica de escolha de quem receberá um cheque, a gestora criou um programa para ajudar mulheres a empreenderem por meio do compartilhamento de experiências e do exemplo. “Nos inspiramos muito no All Raise. Um dos fatores que fazem com que as mulheres não empreendam é a falta de referências, de exemplos”, diz Monica.

Desde seu lançamento, no dia da mulher de 2019, o Female Force impactou entre 200 e 300 mulheres com encontros individuais de mentoria e também algumas reuniões coletivas. Para Monica, o formato funcionou, mas não ia ganhar a escala que se esperava dele, por isso, o programa foi reformulado e está sendo relançado.

Dentro da nova proposta, o objetivo é promover a criação de uma comunidade entre as participantes. Para Bárbara Lopes, que trabalha na Maya e é voluntária do Female Force, promover esse contato de longo prazo entre as mulheres é importante para que elas se ajudem sempre que precisarem, de acordo com suas afinidades e interesses. “Não somos uma aceleradora. Somos uma camada acima disso, fazendo curadoria de projetos, conexões, encurtando caminhos. As fundadoras muitas vezes têm jornadas duplas, triplas. É bom ter alguém para ajudar com as pedras no caminho”, comenta. Atualmente, a iniciativa conta com 11 voluntárias e 15 experts.

Para fazer parte, as mulheres precisam se inscrever pelo site do programa e participar de uma seleção. As inscrições vão até amanhã e a expectativa é que o grupo de 20 mulheres comece a se reunir em junho (virtualmente).

Perguntada do porquê de haver esse filtro de entrada se a ideia é atingir o máximo de mulheres possível, Vanessa Giangiacomo, da área de marketing do banco digital Nomad e voluntária do Female Force, disse que o objetivo é fazer uma curadoria mais forte neste momento e garantir um atendimento próximo às participantes. “Queremos ter um onboarding certinho, garantir uma boa proporção de fundadoras e experts”, afirma. A ideia é ter mais de uma seleção por ano e continuar ampliando o número de experts para aumentar a quantidade de participantes.

OPINIÃO

Veja todas as opiniões