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A Meta Ventures, braço de venture capital da Meta, consultoria e prestadora de serviços de transformação digital, fechou seu 5º investimento em 1 ano e meio de operação. O aporte de R$ 1 milhão foi destinado à paranaense Manfing, startup que criou uma aplicação de inteligência artificial voltado à análise do histórico de consumo de clientes para aumentar o ticket médio de compra. Este é o segundo aporte que a startup recebe. O primeiro, no início de 2020, foi feito pela Ventiur Aceleradora, no valor de R$ 150 mil.

A Manfing pretende investir o aporte da Meta Ventures em tecnologia, com planos de se tornar referência em IA no Brasil e exterior, além de ampliar sua equipe comercial. Segundo Leandro Volanick, CTO e cofundador da startup, a transação vai além do dinheiro, é uma parceria estratégica que vai ampliar o negócio em 10x nos próximos 2 anos. “Somos do interior no Paraná, onde o ecossistema ainda é iniciante, e ter essa conexão com a Meta Ventures é uma virada de chave imensa para nosso negócio”, diz Leandro.

A relação entre as duas empresas começou ano passado quando a startup paranaense ficou entre as 3 escolhidas da 1ª edição do Bring Your SaaS, competição entre startups realizada pela Meta Ventures. A grande vencedora foi a Dialog, um “superapp do colaborador” que apresenta uma solução mix entre uma rede social corporativa e um hub de soluções de RH.  A O2OBOTS, de Santa Catarina, foi a 2ª colocada na disputa.

Além da Manfing e da Dialog, a Meta Ventures investiu na Conecta Lá, na Netrin e na Ayga. Está última, alías, foi o 1º investimento, de 2019.

Hoje a companhia está colocando no a a 2ª edição do Bring Your SaaS. A expectativa é atrair mais de 200 startups. Podem se inscrever, até 12 de outubro, empresas com modelos de negócio SaaS destinados ao mercado B2B ou B2B2C. Assim como aconteceu ano passado, as 3 primeiras colocadas se tornam candidatos a receber até R$ 1,5 milhão em investimentos da Meta Ventures, além da oportunidade de conexão com a Meta e seus clientes.

A consultoria também está lançando hoje o Meta Lab, um espaço em um dos maiores hubs de inovação do país, o Instituto Caldeira, em Porto Alegre (RS). O local estará aberto aos profissionais da consultoria. Hoje ela tem 2,5 mil funcionários A ideia é expandir o ecossistema de inovação da Meta, a troca de ideias e a busca de soluções de transformação digital, criação de novas tecnologias, aceleradores e produtos, e estimular o networking entre a empresa e outros profissionais inovadores do segmento que frequentam o local.

Próximos passos da Meta Ventures

Segundo Marcio Flôres, diretor de corporate venture da Meta Ventures, a companhia espera fechar o ano com 7 startups no portfólio, com um investimento total de R$ 9 milhões. Em 5 anos, a meta é aumentar o valor para R$ 20 milhões ou R$ 25 milhões, com um portfólio de 20 a 25 startups. O objetivo é fazer cheques entre R$ 500 mil e R$ 1,5 milhões por uma fatia perto de 15% de negócios em estágio iniciais de desenvolvimento, o seed, que tenham um produto desenvolvido e alguma receita. “Vimos que a forma de conseguir prover tudo o que nosso cliente precisa é em grande parte através dessa conexão com startups”, afirma Marcio, que está em sua 3ª passagem pela Meta. Ele voltou à companhia exatamente em 2019 para criar a área de ventures.

Segundo ele, a unidade foi criada com um CNPJ independente e reporte direto aos acionistas da Meta para garantir liberdade para sua atuação. “O corporate venture no Brasil ainda é muito mal executado, tem uma visão de M&A, de comprar funcionário. A gente que buscar algo que seja saudável para o empreendedor. Usar a capacidade de entrega da Meta para impulsionar. Nosso negócio é gerar negócios, levar para os clientes e gerar mais volume”, diz.

Para 2022 a Meta Ventures pretende estabelecer maior conexão com o ecossistema do Canadá, onde a Meta atua e tem mais de 20 clientes. O plano de apoio à internacionalização das startups já existia há algum tempo e foi adiado por conta da pandemia.

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