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Se a moda do metaverso vai pegar ou não, ainda é cedo pra dizer, mas o que dá pra perceber é que o mercado está interessado em surfar essa onda. Pelo menos é o que mostra um estudo global publicado pela McKinsey, apontando que grandes empresas, fundos de venture capital e private equity já investiram mais de US$ 120 bilhões em negócios ou ativos no metaverso, apenas nos primeiros cinco meses de 2022.

Segundo o relatório “Value Creation in the Metaverse”, o montante investido no início deste ano já é mais que o dobro de tudo o que foi investido durante 2021 – cerca de US$ 57 bilhões. Em investimentos de venture capital e private equity somente, a consultoria estima que os primeiros meses de 2022 já somam US$ 8 bilhões em aportes em empresas voltadas ao metaverso. Em 2021 o total do ano foi US$ 13 bilhões.

Alguns dos investimentos mais substanciais apontados pelo estudo foi o da Meta, que colocou US$ 10 bilhões em sua divisão Reality Labs, voltada a hardware de VR e AR para o metaverso, e da Microsoft, que pagou US$ 69 bilhões pela Activision Blizzard, afirmando que ela traz “os alicerces para construir no metaverso”.

Além dos investimentos vindos de empresas de tecnologia, a McKinsey apontou que grandes marcas também estão se movimentando. Marcas como LEGO, Nike e Balenciaga já fizeram ações no metaverso, incluindo soluções até de e-commerce no novo meio. Outros setores, como o varejo e construção civil também estão “mexendo seus pauzinhos” para alavancar seus negócios utilizando o metaverso.

De acordo com o estudo, no momento os games estão sendo o grande motor para a popularização do metaverso, com sucessos como Fortnite e Roblox. Contudo, plataformas com foco mais social como o Decentraland e The Sandbox estão começando a ganhar tração junto a público mais entusiasmado. Inclusive, no mês passado, a Fashion Week fez sua primeira edição virtual dentro do Decentraland, somando mais de 100 mil visitantes.

Público animado?

No levantamento da McKinsey, a maior parte do público tem boas expectativas a respeito do metaverso. 59% dos respondentes gostam da ideia de transferir algumas de suas atividades físicas para um ambiente virtual. As principais motivações para isso conexão com outras pessoas (44%), explorar mundos digitais (26%) e se reunir com colegas de trabalho remotamente (10%).

Quando perguntados mais especificamente sobre atividades que gostariam de fazer virtualmente em vez da forma tradicional, as cinco mais escolhidas foram compras, eventos sociais (shows ou jogos virtuais), exercícios em VR, aulas em realidade virtual ou aumentada, e (pasme) encontros amorosos no metaverso.

O otimismo do estudo da McKinsey destoa de outra pesquisa, da Comscore, que buscou a opinião do público latino-americano em relação à esta tendência. O relatório, que compilou comentários em redes sociais e plataformas digitais na região de março de 2020 a março deste ano, mostra que 39% das opiniões sobre o metaverso ainda são negativas.

“Devido a dúvidas e incertezas que instigam os consumidores, apenas 24% dos comentários nas redes em relação ao metaverso são positivos”, relata em nota Ingrid Veronesi, diretora sênior da Comscore para o Brasil.

Outros elementos que também compõem o metverso, como é o caso dos NFTs, também passam por uma crise. Depois de ter uma valorização de 17.000% de 2020 para 2021, o mercado vem caindo desde setembro do ano passado, com uma queda de 92%.

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