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Na semana passada o ecossistema latino-americano de startups ganhou mais um unicórnio, o primeiro do segmento de criptomoedas. Trata-se da mexicana Bitso, que vale agora US$ 2,2 bilhões com o mais recente aporte de US$ 250 milhões obtidos em série C liderada pelos fundos Tiger Global e Coatue. A rodada contou ainda com a entrada da gestora Valor Capital (que foi umas das que se deu bem com o IPO da Coinbase na Nasdaq).

Criada em 2014 e liderada atualmente por Daniel Vogel, além do México, onde detém 95% de participação de mercado, a empresa tem presença relevante na Argentina (77% do mercado). No Brasil, a Bitso fez sua estreia no fim de 2020, inicialmente atendendo investidores institucionais. Com o novo investimento, a exchange pretende ampliar seu negócio para o varejo por aqui.

Os mais de 2 milhões de clientes da Bitso podem negociar até 9 criptomoedas na plataforma Bitso Alpha. São elas: Bitcoin, Ethereum, TrueUSD, Ripple, DAI, Litecoin, Decentraland, BitcoinCash e BAT. Já pelo aplicativo Bitso App, usuários novos ou experientes podem comprar, vender, enviar ou receber criptomoedas.

Unicórnios latinos

A América Latina tornou-se nos últimos anos uma região fértil para investimentos e desenvolvimento de startups. Para se ter ideia, em 2020, o investimento de risco na região ultrapassou US$ 4 bilhões pelo segundo ano consecutivo, com o México responsável por US$ 831 milhões do total, Chile (US$ 136 milhões) e Equador (US$ 12 milhões).

Segundo dados da LAVCA(Associação Latino-Americana de Private Equity & Venture Capital), o ano passado teve um recorde de 488 acordos com empreendedores na América Latina. As fintechs continuam seu reinado e representaram 40% do capital de risco investido na região, seguidas por e-commerce, super apps e proptechs.

Startups avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais crescem na América Latina. Imagem: marrio31/iStock

E não é só no Brasil que as startups avaliadas em US$ 1 bilhão despontam. Confira alguns unicórnios que se destacam na Argentina, Colômbia, México e Uruguai:

Autho – Argentina (US$ 1,9 bilhão)

A startup fornece soluções de autenticação digital como serviço para diversos segmentos como financeiro, saúde, e varejo. Tornou-se unicórnio em 2019 quando recebeu US$ 103 milhões em rodada série E liderada pela Sapphire Ventures. Foi fundada em 2013.

Em março, pouco menos de um ano após ser avaliada em quase US$ 2 bilhões, a Auth0 foi vendida para a americana Okta, de serviços de autenticação, por US$ 6,5 bilhões.

dLocal – Uruguai (US$ 5 bilhões)

Primeiro unicórnio do país, a empresa de Montevidéu nasceu em 2016 de um spin-off da AstroPay. Ela fornece plataformas de pagamentos para que multinacionais atuem em países em desenvolvimento. Em 2020 foi avaliada em US$ 1,2 bilhão em uma rodada de US$ 200 milhões liderada pela General Atlantic e Addition. Com o capital, a fintech pretende acelerar sua expansão global, visando 13 novos mercados nos próximos 18 meses, incluindo países da América Central, África e Sudeste Asiático.

Kavak – México (US$ 4 bilhões)

No ano passado, a startup que vende carros usados se tornou o primeiro unicórnio do México. Em sua última rodada de financiamento, em abril, a empresa atingiu valor de mercado de US$ 4 bilhões após levantar US$ 485 milhões em novos fundos. Com o capital, a Kavak, que também atua na Argentina, pretende estrear no Brasil nos próximos meses, que deve se tornar o maior mercado da companhia, segundo sua previsão.

Desde que foi fundada em 2016 com apoio do SoftBank, a companhia levantou mais de US$ 883 milhões em cinco rodadas de investimento.

LifeMiles – Colômbia (US$ 1,15 bilhão)

Fundada em 2011, a LifeMiles é um programa de fidelidade lançado pela Avianca Holdings, que se tornou unicórnio em 2017, o primeiro da Colômbia. Oferece um programa de benefícios para passageiros frequentes da Avianca, que podem adquirir bilhetes, serviços e produtos através do uso de milhas.

Segundo o Crunchbase, a LastMiles teve, até hoje, um único investidor e uma única rodada de investimento. Ela levantou US$ 343,7 milhões pela Advent International em 2015.

Prisma – Argentina (US$ 1,42 bilhão)

A ‘Cielo da Argentina’ é a maior credenciadora de cartões daquele país. Foi criada como uma joint venture entre a Visa e diversos bancos argentinos. Tornou-se unicórnio em janeiro de 2019, quando vendeu 51% de participação à empresa de private equity Advent International por US$ 700 milhões.

Rappi – Colômbia (US$ 3,5 bilhões)

A startup de delivery presente em 9 países da América Latina tornou-se unicórnio em 2018, após receber US$ 200 milhões do fundo de investimentos DST Global. No total, já recebeu US$ 1,7 bilhão em investimentos de 38 investidores.

Desde 2017 no Brasil, a Rappi atua em 100 cidades do país. A mais recente novidade da startup por aqui é o RappiBank, lançado em abril. A linha de crédito de capital de giro é voltada aos parceiros do aplicativo, incluindo restaurantes, farmácias, lojas e supermercados.

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