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A MSW Capital, gestora carioca de capital de risco especializada em Corporate Venture Capital, acaba de lançar o seu 2º fundo multi-corporate para investir em startups. Batizado de MSW MultiCorp II, o veículo está levantando R$ 100 milhões para impulsionar negócios de inovação nos próximos 5 anos.

O fundo já nasce com 3 empresas investidoras: Moura Baterias, BB Seguros e AgeRio. As 2 últimas são parceiras de longa data da MSW Capital e investiram no 1º fundo da gestora, o BR Startups, que em 4 anos alocou R$ 35 milhões em 15 startups. A MSW diz estar em diálogo para trazer outras grandes empresas que busquem fortalecer suas estratégias de inovação aberta por meio do corporate venture capital.

“A gestora já nasceu olhando para as corporações como parceiras estratégicas. A gente entende que precisamos ajudá-las a encontrar os melhores negócios para investir, permitindo que cheguem a novos mercados e tenham retorno financeiro. O novo fundo reforça esse posicionamento”, afirma Richard Zeiger, sócio-fundador da gestora, em entrevista ao Startups.

O veículo investirá entre R$ 2 milhões e R$ 15 milhões por startup, com participação minoritária em empresas que estejam captando rounds seed e série A e tenham sinergia com o perfil dos investidores. Inicialmente, a MSW está de olho em negócios de base tecnológica com soluções para os mercados de energia e seguros. A chamada está aberta até 31 de julho.

“No lado das energytechs, queremos entrar em segmentos como geração distribuída, energia limpa e mobilidade elétrica. Com as insurtechs, toda a cadeia de seguros, que ainda tem muito caminho pela frente em termos de digitalização”, diz Moises Swirski,  fundador e sócio executivo da MSW Capital. Segundo Moises, com a evolução do fundo e entrada de mais corporações, outras áreas como saúde, educação, sustentabilidade, mineração e agronegócio podem ser incorporadas.

Além dos recursos financeiros, as empresas selecionadas terão acesso a mentorias com os executivos das corporações, contratos de serviços, provas de conceito, co-desenvolvimento de novas soluções, network comercial e apoio em governança e em novas rodadas de captação. “Quando a gente faz o compromisso de investir, fazemos também o compromisso de impulsionar”, pontua Moises.

 Richard Zeiger e Moises Swirski, da MSW Capital
Richard Zeiger e Moises Swirski, da MSW Capital

A vez dos CVCs

A MSW observa as incertezas do mercado de venture capital são uma ótima oportunidade para alavancar os CVCs. Isso porque os fundos tradicionais estão segurando o freio, mas startups ainda precisam de capital – e as grandes corporações, capitalizadas, podem ser uma alternativa para conseguir esses investimentos. 

“As corporações têm altas demandas de inovação e o CVC é cada vez mais percebido como uma estratégia de inovação aberta”, pontua Richard. “Essas incertezas do mercado provocam um crescimento do corporate venture capital. É uma modalidade que apoia os investidores e as investidas. Todos saem ganhando nessa relação”, ressalta.

A MSW acompanha uma tendência já observada no mercado, na qual grandes companhias apostam nos CVCs como forma de investir em startups early-stage. A movimentação mais recente é a do Grupo +A Educação, tradicional empresa gaúcha do mercado de educação para o setor de saúde, que firmou uma parceria com a aceleradora Ventiur para lançar seu fundo corporativo de venture capital.

Em março foi a vez da Renner, com um CVC direcionado a startups que tenham soluções inovadoras para o ecossistema de moda e lifestyle. Em novembro do ano passado, a Totvs anunciou um fundo de R$ 300 milhões para apoiar empresas com grande potencial de crescimento e capacidade de inovação, por meio de aquisições de participações minoritárias. Um mês depois do anúncio, a Locaweb também entrou na roda com um fundo de CVC para investir R$ 100 milhões em companhias que atuam no e-commerce.

Segundo estudo da plataforma de inovação Distrito, somente nos 7 primeiros meses de 2021, o volume de aportes de fundos de CVC no Brasil chegou a US$ 622 milhões, triplicando o valor investido em 2020. Por aqui, a modalidade já movimentou US$ 1,3 bilhão ao longo dos últimos 20 anos.

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