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Na Maya Capital, match entre co-fundadores/co-fundadoras também vira “apresentação de um bilhão de dólares”

Por Gustavo Brigatto, em 18 de fevereiro de 2021

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Logo que a chilena NotCo entrou para o portfólio da Maya Capital, Monica Saggioro, co-fundadora da gestora, procurou seu ex-chefe no Burger King para apresentar a carne vegetal da startup à rede e, quem sabe, colocá-la no cardápio. Em fevereiro do ano passado a versão vegetariana do Rebel Whopper, o principal da rede, foi lançada, começando pelo Chile.

Na foto: Monica Saggioro (à esq.) e Lara Lemann, co-fundadoras da Maya Capital

A ponte entre as duas empresas – e outras, como a feita entre a Kovi e a montadora Fiat – é um exemplo de um trabalho de apresentações que a Maya vem colocando como um de seus diferenciais desde que começou a operar, em 2018.

A abordagem, apelidada internamente de “billion dollar intros” (apresentações de um bilhão de dólares) é algo normal, e até bem esperado de fundos de investimento para as empresas de seu portfólio (que muitas vezes acaba ficando só na promessa, na verdade). Mas o que a Maya está querendo fazer agora é expandir o conceito também para quem não está na carteira – pelo menos não ainda.

Para fazer isso, a gestora colocou no ar pela primeira vez o Maya Matching Program. A proposta é conectar quem quer montar uma startup, ou quem já está tocando um negócio, a possíveis co-fundadores/co-fundadoras que tenham capacidades complementares.

“A principal parceria de uma empresa acaba sendo os co-fundadores. Se a Maya conseguir ajudar empreendedores a se conhecerem e se unirem, essa é a melhor introdução que poderemos fazer. Dado que o que faz uma empresa, no seu D0, é o time, acho que podemos ampliar o conceito das Billion Dollar Intros”, diz Monica ao Startups.

Co-fundadores costumam ser profissionais que estudaram ou trabalharam juntos em algum momento de suas carreiras e que concordam quem uma certa questão dever ser resolvida de uma determinada forma. O que muita gente defende é que um time fundador ideal tenha uma pessoa de produto, uma de vendas e outra com perfil mais técnico. A ideia é que a divisão de tarefas deixe o dia a dia da criação de um negócio menos pesado e solitário. Como fundador solo eu digo, não é fácil mesmo.

As inscrições para o programa estão abertas até amanhã (19/02) e ele acontecerá, virtualmente, ao longo do mês de março. A ideia é que os participantes dediquem de 2 a 3 horas por semana às sessões que serão feitas sempre no fim do dia. Segundo Monica, nõa há número mínimo ou máximo de participantes. “Queremos selecionar aqueles que acreditamos que estejam ‘prontos’ para empreender. Temos centenas de inscrições, então já estamos considerando fazer outras edições no futuro”, diz.

A participação é gratuita e não tem previsão de investimento por parte da Maya. Por ora, pelo menos, não. Mas que quem sabe em algum momento no futuro o match de agora gere empresas que podem receber um aporte.

Em outubro/20 a Maya anunciou o fechamento de seu primeiro fundo, com US$ 41 milhões – US$ 1 milhão a mais que o planejado inicialmente. O portfólio tem mais de 25 empresas com nomes no Brasil (Alice, EmCasa, Gupy etc.)e outros países da América Latina, como a NotCo e a Belvo.

Jornalista com mais de 15 anos de experiência acompanhando os mundos da tecnologia e da inovação, com passagens pelo DCI, Sebrae-SP, IT Mídia e Valor Econômico. Fundador e Editor-Chefe do Startups.com.br.

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