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Em um mundo cheio de cachorros, seja um elefante. Com esta frase em mente, a startup Elephant Skin segue sua missão de se destacar no mercado imobiliário, desenvolvendo soluções de design visual. Nesta expansão, a empresa está criando uma nova sede no Brasil, em Curitiba, e quer saltar de 115 para aproximadamente 200 colaboradores até o final do ano.

Com a movimentação a empresa quer manter o ritmo de crescimento alcançado em 2021, quando elevou sua receita em 150%, com um total de aproximadamente 80 projetos. No caminho ela já está: neste primeiro semestre de 2022, a empresa já bateu o número total de projetos atendidos no ano passado.

Fundada por brasileiros, mas com sede nos Estados Unidos, a startup vem construindo seu nome em um mercado em alta: o de projetos de publicidade e marketing visual para empreendimentos imobilários – um setor chamado de archviz (architectural visualisation). Na explicação do cofundador e CEO Henrique Driessen, o foco da empresa é reunir talentos globais da área em uma única plataforma.

“Vendemos não são só as imagens, mas também o processo (de publicidade) como um todo. As incorporadoras querem tranquilidade, querem contratar projetos que sejam otimizados”, explica o arquiteto Driessen, fazendo menção à fragmentação do mercado. “Hoje, para fazer um projeto, é preciso contratar um lugar para fazer o projeto em 3D, outro pra fazer maquete, outro pra fazer o filme e animação”, explica.

Com um formato de trabalho essencialmente remoto, hoje a companhia conta com um time em diversas partes do mundo, com profissionais em áreas distintas como renderizações 3D, animação de filmes, tours interativos, storytelling e realidade virtual. Mesmo assim, a empresa estabeleceu escritórios em cidades como Vancouver, Miami, Nova York e São Paulo, utilizando o espaço da WeWork. Porém, o novo passo está sendo montar cantinhos da Elephant Skin mesmo.

A empresa está lançando em Curitiba uma sede própria, misturando coworking com pub, um piloto que deve ser levado aos Estados Unidos ainda este ano. No local serão conduzidos os as reuniões e confraternizações presenciais dos times da região. “Nossa primeira ideia era São Paulo, mas nossos funcionários no Brasil sugeriram que Curitiba era uma opção melhor, o que nos surpreendeu”, destacou o CEO.

Tudo começou em Miami

Apesar de ser fundada por brazucas – Henrique criou a startup em Miami com Giovana Driessen (COO e também arquiteta) e André Ceschim (CFO) – a Elephant Skin deu seus primeiros passos em Miami, com um projeto para a prefeitura local em uma concorrência para que a Amazon instalasse uma sede na cidade.

Atualmente, a maior parcela do crescimento da companhia ainda está na América do Norte, especialmente em cidades como Miami, Nova York e Vancouver. “Aproximadamente 70% dos projetos são EUA e Canadá, e 30% no Brasil. Já tivemos alguns projetos pontuais no Japão, Hong Kong e Europa também”, enumera Henrique, frisando que a meta de crescimento, contudo, é global. “Podemos continuar com a proporção de 30% no Brasil nos próximos anos, mas se hoje temos 20 projetos por aqui, queremos saltar pra 50”, pontua.

Henrique Driessen, cofundador e CEO da Elephant Skin

Segundo relata o CEO, o Brasil vem crescendo rápido e de forma orgânica dentro do volume de demandas da startup, com nomes como Tegra e Vitacon, mas não foi algo inicialmente buscado pela empresa. “No início (o Brasil) era distante, por muito tempo se fez as coisas muito do mesmo jeito, até que incorporadoras começaram a nos buscar para fazer algo diferente”, afirma.

De acordo com Henrique, o mercado principal da Elephant Skin no Brasil ainda é São Paulo, mas tem projetos para crescer no Brasil. “Tem coisa no Sul, no Nordeste, com investimentos bons em arquitetos e paisagismo, o que se alinha com a nossa linha de negócios”, avalia.

Por falar em presença brasileira, ela é forte dentro do quadro de colaboradores. Henrique destaca que 70% do quadro é formado por brasileiros, mas a empresa tem profissionais na Argentina, Itália, Egito, Irã, Turquia. “A multiculturalidade faz os projetos saírem de forma mais interessante”, explica Henrique.

Inteligência para gerenciar

Como faz para gerenciar de forma eficiente, quando a empresa tem equipes grandes uma estrutura descentralizada? Como base, a Elephant Skin desenvolveu um framework baseados em células, em que novos profissionais são alocados (numa medida de até 6 colaboradores para 1 coordenador) e, à medida que se desenvolvem e aumentam, vão se dividindo para atender novos projetos.

“Investimos muito em processo para direcionar estes talentos de forma saudável, produtiva e escalável. A Giovana trabalhou em um dos maiores escritórios de projetos em Los Angeles e trouxe essa expertise para nossa estratégia”, destaca o CEO. Contudo, à medida que escala, a Elephant Skin está investindo em tecnologia para sustentar este modelo.

Um destes investimentos é o de uma plataforma própria para conduzir seus projetos. Com o nome de Peanut, a solução tem o objetivo não apenas de abrigar a gestão dos projetos, mas também as ferramentas de criação. Para Henrique, o plano para o futuro é que os profissionais possam cuidar de toda a cadeia dos projetos dentro de uma única ferramenta.

Para ajudar a desenvolver esta parte, o CEO revela que a startup está estudando a busca de aportes junto a fundos de investimentos. Apesar de não dar maiores informações sobre este plano, Henrique aponta que é a primeira movimentação na direção do venture capital. “Estamos estruturando a empresa internamente para chegar de forma mais robusta nesta fase”, finaliza o CEO.

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