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Os neobanks, ou bancos 100% digitais, são a bola da vez. Mais ainda no Brasil. O país é o mercado latinoamericano com maior alcance e propensão para novas propostas digitais, de acordo com recente pesquisa da Rapyd, fintech-as-a-service especializada em unificar meios de pagamentos. A Argentina aparece como o mercado com menor implantação e maior resistência a esses modelos. 

Por aqui, cerca de 36% dos respondentes são clientes do Nubank – que hoje reduziu o preço-alvo de suas ações para o IPO na semana que vem – e 13% do banco Inter. Enquanto na Argentina, Colômbia e México a principal vantagem dos neobanks é a operação 24h (59%, 59% e 63% respectivamente), no Brasil os clientes destacam os custos (66%) e, só depois, a operação 24h (62%). A questão dos custos menores nos outros três países aparece em 4º e 5º lugar. Os latinos parecem concordar sobre a questão da velocidade, que ficou em 2º lugar no caso da Argentina (41%), Colômbia (50%) e México (57%) e em 3º no Brasil (61%).

Os mais dispostos a solicitar um empréstimo nos neobanks são os colombianos (91%), enquanto os mais relutantes são os argentinos (apenas 54% dos entrevistados). Brasileiros (86%) e mexicanos (87%), ficam mais próximos dos colombianos. Por outro lado, nós somos os mais propensos a abandonar completamente os bancos tradicionais. 83% dos respondentes disseram estar dispostos a trocar esse modelo por um banco 100% digital. Atrás do Brasil está o México, com 65%, seguido de Colômbia (67%) e Argentina (34%).

“As respostas dos brasileiros posicionam o Brasil como a grande promessa latino-americana para os neobanks, porque os usuários não parecem tremer quando se trata de trocar de banco”, diz Ximena Azcuy, diretora de desenvolvimento de negócios e parceria para as Américas da Rapyd.

Analisando os principais motivadores para o uso de bancos tradicionais, a Rapyd aponta que para Argentina (64%), Colômbia (55%) e México (69%), a maior vantagem desse modelo é o atendimento personalizado oferecido nas agências. Já no Brasil, 59% consideram os bancos tradicionais mais seguros e confiáveis do que os 100% digitais. 

Outras descobertas

Segundo a pesquisa, 83% dos brasileiros ​​têm mais de uma conta bancária. No México, esse número cai para 57% e na Argentina, 55%. Na outra ponta está a Colômbia, onde mais da metade dos entrevistados (52%) possui apenas uma conta bancária.

Nos 4 países analisados, o percentual de correntistas que usam os serviços digitais de seus bancos é alto (acima de 80%). Mas o Brasil se destaca novamente, com 98% dos respondentes usando tanto o banco online quanto os aplicativos dos tradicionais. No México (94% e 96%, respectivamente), Argentina (96% e 82%) e Colômbia (89% e 90%) a incorporação de serviços financeiros digitais entre os bancos também é elevada.

A maioria dos entrevistados – Brasil (86%), México (96%), Colômbia (87%) e Argentina (84) – disse usar aplicativos de pagamento que não pertencem a um banco. PayPal e MercadoPago dominam esta categoria na região, com o primeiro sendo o mais usado no Brasil (92% dos que confirmaram usando aplicativos de pagamento), México (85%) e Colômbia (80%). O MercadoPago é favorito na Argentina, com 86%. O PayPal ocupa o segundo lugar na Argentina (42% das menções), enquanto o MercadoPago ocupa o segundo lugar na Colômbia (45%), Brasil (62%) e México (53%).

A pesquisa ouviu 1687 pessoas de 20 a 65 anos nos 4 países durante o mês de agosto.

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