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Com 6 milhões de receitas digitais emitidas e 1,5 milhão de pacientes únicos atendidos em 5 anos de operação, a Nexodata decidiu que era hora de explorar novas frentes de negócios e também de dar um tapa no visual.

A companhia, que opera em um modelo B2B, oferecendo a hospitais, clínicas, e empresas de tecnologia os sistemas que permitem emitir as receitas digitais, agora passa também a oferecer a possibilidade de o/a paciente comprar os medicamentos assim que recebe a prescrição.

As opções de compra podem ser vistas a partir de um link na própria receita e sem a necessidade de instalar um aplicativo. A navegação é feita pela web com a apresentação das farmácias parceiras mais próximas. O tempo de entrega previsto para algumas delas é de 45 minutos. Perguntado sobre como será essa operação, Pedro Dias, cofundador da companhia não quis dar detalhes.

De acordo com ele, a evolução para o modelo de venda de remédios é um passo natural para a companhia depois de criar uma base para a digitalização do processo de prescrição. “O grande obstáculo para o avanço da venda de medicamentos pela internet é que esse processo sempre foi baseado em papel e caneta. Quando você digitaliza isso, você permite uma experiência melhor e uma maior adesão aos tratamentos”, avalia. Segundo Pedro, apenas 10% das cerca de 1 bilhão de receitas no Brasil são emitidas no formato digital.  

Mais saúde, menos complicação

Com a criação dessa nova vertical de atuação, a companhia decidiu fazer um rebranding. Com o processo, que foi conduzido pela área de marketing da companhia junto com a agência Marcos com Sal, ela abandonou o nome Nexodata, muito atrelado à atuação como fornecedor de tecnologia que ela tinha até agora, e passa a se chamar Mevo.

De acordo com Vinicius Lotti, diretor de marketing da companhia, a palavra foi inventada e não significa nada especificamente. Ela foi construída com a ideia de meu (Me) e evolução (evo) para passar o conceito de ‘mais saúde, menos complicação’ – entendeu por que não ter um aplicativo específico para olhar as receitas e fazer as compras? “Queremos uma marca e uma empresa para as pessoas, Menos máquina e mais para pessoas, para todo mundo entender saúde. Ser parceira da comunidade”, diz.

Isso não significa, no entanto, que a companhia passará a ter uma atuação B2C, diretamente com o consumidor. Segundo Pedro, o que está em avaliação é uma atuação mais direta com médicos para venda de suas soluções, junto à atuação com grandes nomes do mercado de saúde que trabalham como distribuidores de seus produtos. O modelo de venda no “varejo” é o adotado pela principal concorrente da Mevo, a Memed.

Fundada por Pedro e Lucas Lacerda, a Mevo tem atraído a atenção de investidores. Ano passado, a companhia captou R$ 35 milhões, com participação do MELI Fund – fundo de investimentos do Mercado Livre –, Hospital Israelita Albert Einstein, Floating Point, FIR Capital e do “family office” do fundador da XP Inc., Guilherme Benchimol. Até então, a empresa já contava com investidores como LTS Investments, de Jorge Paulo Lemann, Arpex Capital, de André Street, e os fundos de venture capital IKJ Capital e GK Ventures.

Com 300 clientes, a healthtech apresentou um crescimento de 10 vezes no volume de receitas emitidas ao longo de 2021. Perguntado se o ritmo de crescimento deve se manter em 2022, Pedro desconversou e voltou ao ponto de o mercado de receitas ainda ser 90% na caneta e no papel e apresentar um potencial de crescimento muito grande para os próximos anos.

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