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A pandemia não parece ter sido um período tão ruim para o Nubank. Nos primeiros seis meses do ano, o neobank reduziu seu prejuízo em quase um terço na comparação com o mesmo período de 2019, somando R$ 95 milhões em perdas.

A receita dobrou, chegando a R$ 2,079 bilhões e o número de clientes também avançou na mesma proporção, atingindo a marca de 26 milhões – uma média de 41 mil novo clientes por dia.

No fim dos primeiros seis meses de 2020, o Nubank acumulou R$ 19,9 bilhões em caixa, um aumento de 48% na comparação com um ano atrás.

“Em resumo, as receitas operacionais continuam aumentando em um ritmo mais acelerado que as despesas e a nossa geração de caixa operacional se mantém sólida e em trajetória de alta. Isso permite que a gente continue com nossa estratégia de crescimento – com nível de capitalização compatível com o desenvolvimento do nosso negócio”, escreveu Marcelo Kopel, diretor financeiro do Nubank, em post publicado no blog da companhia.

O executivo afirmou que o prejuízo no período era esperado e faz parte da estratégia de crescimento da companhia. “Escolhemos investir na empresa, nas pessoas e no desenvolvimento de novas tecnologias para continuar entregando a melhor experiência aos nossos clientes. Este modelo é bastante conhecido e usado por empresas de tecnologia”, disse.

No final de junho, a companhia tinha 2.720 funcionários, um aumento de 12% na comparação com um ano antes.

Assim como os grandes bancos, o Nubank aumentou as provisões para perdas relacionadas à inadimplência. O acréscimo foi de 16% – bem menos que o Bradesco, por exemplo, que ampliou a conta em 155%.

De acordo com o Nubank a pandemia gerou um impacto no volume de compras com o cartão de crédito como efeito das medidas de quarentenas. No fim do semestre, no entanto, o fluxo de transações retornou ao patamar anterior e o volume transacionado em compras com cartão de crédito ficou 54% maior que o registrado nos seis primeiros meses de 2019.

“O Nubank conseguiu aumentar suas receitas mesmo com essa queda de transações momentânea – e esse resultado se deve à agilidade dos nossos times”, escreveu Kopel.

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