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A oferta de serviços financeiros virou uma corrida entre empresas, especialmente as relacionadas ao varejo. A ideia de ter dentro de casa ofertas que aumentam o relacionamento com os clientes e podem gerar alguma receita extra se tornou atraente com o barateamento das tecnologias e a regras que têm estimulado a competição.  

A mais nova integrante dessa turma é a Nuvemshop. A plataforma de e-commerce voltada a pequenas e médias empresas estreia nessa área com o Nuvem Pago, seu sistema de pagamentos próprio. Resultado de um desenvolvimento de 18 meses que consumiu R$ 150 milhões, o serviço está sendo lançado inicialmente no Brasil, aceitando pagamentos com cartões boleto e Pix.

“Escolhemos o Brasil primeiro porque é um mercado difícil. E quando você quer dar forma para um produto global, você tem que olhar primeiro para onde é mais difícil. Começar de um lugar complicado demora mais, mas se você que ser bem-sucedido, tem que ir de frente”, diz Rodrigo Rivera, vice-presidente de estratégia da Nuvemshop.

Segundo ele, a expansão para outros países vai acontecer quando a companhia tiver capacidade de tocar cada um separadamente, sem consumir recursos da equipe dedicada ao Brasil.

O anúncio acontece 2 meses depois da rodada de R$ 2,6 bilhões recebida pela companhia e menos após ela reforçar sua operação logística com a compra da brasileira Mandaê. Segundo Rodrigo, as duas áreas são críticas para os vendedores, por isso estão recebendo grande atenção. Coincidentemente (ou não, na verdade) as duas são as áreas de especialização de Rodrigo, que chegou à companhia em agosto/20.

Te cuida MercadoPago!

Depois dos pagamentos, a Nuvemshop planeja ampliar suas ofertas de serviços financeiros, oferecendo uma gama completa de opções para os lojistas, com modalidades como empréstimos, diz Rodrigo.

O passo coloca a companhia em rota de competição ainda mais direta com o MercadoLivre, que tem diversas opções de serviços financeiros com MercadoPago e também o MercadoShops, uma plataforma para quem quer montar uma loja fora do ambiente do site.

Segundo Rodrigo, o lançamento não muda a estratégia da Nuvemshop de ser uma plataforma aberta. Isso significa que todas as outras opções de meios de pagamento continuarão disponíveis e ninguém será obrigado a usar o Nuvem Pago. A escolha será do lojista. “O MercadoPago é um parceiro muito grande. Espero que continue sendo”, diz.  

Mas é claro que… quem quiser um serviço (melhor) totalmente integrado à sua loja, com visão simples de indicadores e desempenho, terá sempre essa opção disponível.  

Para adoçar ainda mais a oferta, a Nuvemshop vai isentar a cobrança da taxa de venda de produtos normalmente feita dos lojistas (algo entre R$ 0,49 e R$ 1,99 por pedido). A única cobrança será do próprio meio de pagamento (a partir de 2,89%, mais R$ 0,35 fixos para antecipação em 30 dias)    

O Nuvem Pago foi testado por mais de 1.000 lojistas e a ideia é que esteja disponível para praticamente toda a base até o fim do ano. A liberação para uso, no entanto, não será automática. É preciso solicitar o acesso e ter o pedido avaliado pela Nuvemshop.

Quer mais insigths sobre o mercado de pagamentos? Confira o episódio do MVP, o podcast do Startups, com Augusto Lins, presidente da Stone.

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