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O que o Boticário quer com seu programa de aceleração de startups

Por Gustavo Brigatto, em 5 de novembro de 2020

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O Grupo Boticário apresentou hoje seu programa de aceleração de startups, o GB Ventures – que apesar do nome não tem previsão de aportes nas companhias.

A ideia é encontrar companhias com produtos já validados, mas que ainda estejam em estágio inicial de desenvolvimento que resolvam dores, tirem fricção dos processos do grupo em três áreas: produtos na área de beleza propriamente dita (beautytech), tecnologia para o varejo e indústria 4.0 (retailtech) e avanços em áreas como inteligência artificial e experiências sensoriais (trendsetter).

Durante o período de aceleração (que deve ser de cerca de seis meses, mas podendo ser estendido), as companhias receberão mentorias de executivos e profissionais do Boticário e poderão usar fábricas e laboratórios para testar suas criações. Não há um número pré-definido de empresas que serão selecionadas para integrar a primeira turma do programa. “Queremos entender o que vem [de inscrições] para modelar o tamanho do programa. Pode ser que venha bastante coisa interessante. Não queremos largar limitados”, disse Artur Grynbaum, presidente do grupo em conversa (virtual) com jornalistas.

O programa foi desenhado e será gerenciado internamente se valendo da experiência acumulado pelo grupo e seus profissionais ao longo dos anos, segundo ele.

Neste primeiro momento, o foco do GB Ventures está em empresas brasileiras. Mas dependendo de como o programa avançar, é possível que ele seja levado para outras regiões, como Portugal, onde o grupo tem atuação.

De acordo com o executivo, não está prevista a exigência de exclusividade de fornecimento ao grupo para as startups que passarem pelo programa. Isso pode acontecer se for avaliado que um determinado produto é estratégico para o grupo. “Tem coisa que faz sentido dividir com o restante da indústria para dar escala. Somos é cabeça aberta a fazer. Mas se for diferencial competitivo podemos ficar com exclusividade”, disse Grynbaum.

Eventuais investimentos nas companhias poderão ser feitos e serão avaliados caso a caso. Os recursos para aportes poderão vir tanto do caixa do Boticário quanto do family office dos Grynbaum. De acordo com ele, as aquisições são parte da estratégia do grupo quando fazem sentido. Ele citou como exemplos a compra da marca Vult, em 2018, e do e-commerce de cosméticos Beleza na Web no ano passado.

Desde 2017 o Boticário mantém um outro programa, o Botilabs, voltado a fornecedores do grupo com maior porte. Essa experiência serviu de base para o novo formato, na medida que a companhia percebeu que precisava acelerar a busca de ideias e parcerias. De acordo com Grynbaum, dependendo de como evoluíram, as participantes do GB Ventures poderão “subir de categoria” e passar a integrar o Botilabs.

As inscrições para o GB Ventures começam dia 15 e vão até dia 18 de dezembro no https://gbventures.com.br/. A seleção das empresas será feita entre 21 de dezembro e 8 de janeiro de 2021. As entrevistas finais serão feitas a partir do dia 11 de janeiro e o programa começará em fevereiro.

Jornalista com mais de 10 anos cobrindo tecnologia e inovação no Valor Econômico. Fundador e editor do startups.com.br.