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Para financiar expansão internacional, Sensedia levanta R$ 120 mi com a Riverwood

Capital obtido na 1ª captação externa de recursos da empresa também será aplicado na melhoria do produto em si

Por Gustavo Brigatto, em 11 de maio de 2021

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Há mais ou menos 2 anos, o Brasil ficou pequeno demais para a Sensedia, desenvolvedora de softwares que ajudam outra empresas a abrir seus sistemas para outras empresas, as famosas APIs. “Nossos concorrentes são globais, o problema que a gente resolve é o mesmo em todo lugar e o Brasil é só 3% do mercado de gerenciamento de APIs, enquanto a Europa representa 25% e os EUA, 50%”, diz Kleber Bacili, cofundador e presidente da companhia.

Na foto: Kleber Bacili (à esq.) e Marcílio Oliveira, cofundadores da Sensedia

A investida internacional começou com experimentos no Peru e na Colômbia. Depois veio um escritório no Reino Unido, para atender a Europa. Hoje ela tem escritórios no Peru, na Colômbia e no Reino Unido e as receitas internacionais representam 10% do negócio, que teve receita de R$ 79 milhões em 2020. A carteira de clientes tem nomes como a Novartis, na Suíça. O foco da companhia são as empresas de grande porte e companhias nativas digitais, como fintechs. A carteira total de clientes tem 140 nomes, incluindo Natura e Neon.

Mas as ambições internacionais são ainda maiores: a meta é chegar a uma fatia de 50% da operação em 2024. Até lá, a própria Sensedia deve crescer 5x também. Este ano, as vendas devem ser de R$ 130 milhões, um crescimento de 65% em relação ao ano passado. “Temos ido a um ritmo de uma geografia nova por ano, mas o ritmo do mercado é maior, não temos uma década de alta demanda por esse tipo de ferramenta”, diz Marcílio Oliveira, cofundador e CRO.

Capital para expansão

Para financiar o plano de expansão, a companhia acaba de fechar sua primeira captação externa de recursos. A rodada de R$ 120 milhões – que poderia ser considerada uma série A pelo valor e pelo perfil da Sensedia – foi feita com a Riverwood Capital.

Segundo Bacili, 70% do capital será aplicado no plano de expansão, e o restante na melhoria do produto em si. Nos planos não estão aquisições. A ideia é seguir desenvolvendo as próprias ofertas por enquanto.

Isso envolve, claro, a contratação de pessoas. Hoje com 470 funcionários, sendo 20 fora do Brasil. São 100 vagas abertas, sendo algumas para os EUA, onde a companhia vai fincar bandeira no 2º semestre. Até o fim do ano, o total de profissionais deve chegar a 650 pessoas. “Nos últimos anos conseguimos montar um playbook de expansão. Com a entrada da Riverwood, que tem experiência em levar empresas latinas para fora da região, ganhamos mais corpo. Temos pessoal nos EUA trabalhando com a gente”, diz Bacili. Segundo ele, as conversas com fundos para a rodada começaram no 2º semestre.

O Gartner estima que o mercado de gerenciamento de APIs foi de cerca de US$ 2 bilhões em 2020. O conceito – que é uma evolução das arquiteturas orientadas a serviços, ou SOA, que eram buzzword na primeira metade da década passada, quando a Sensedia começou a operar –  tem sido mais demandado na medida que cresce a necessidade de troca de informações entre empresas por conta do aumento da digitalização dos negócios. Em janeiro, a LinkApi foi comprada pela Semantix, uma operação que pode chegar a um valor de R$ 100 milhões em 5 anos.

Segundo Bacili, no curto prazo a Sensedia enxerga oportunidade de crescimento com movimentos como o open banking, que vai evoluir para open finance. Ele também diz acreditar que outras indústrias e segmentos vão entrar nessa onda. “Todas as empresas estão em jornada de nuvem e isso passa por quebrar monólitos, complexidades de gerenciamento”, diz.

Jornalista com mais de 15 anos de experiência acompanhando os mundos da tecnologia e da inovação, com passagens pelo DCI, Sebrae-SP, IT Mídia e Valor Econômico. Fundador e Editor-Chefe do Startups.com.br.

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