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Primo Rico vai mudar de app? BTG compra o Kinvo

Por Gustavo Brigatto, em 17 de março de 2021

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O BTG fechou a compra do aplicativo de consolidação de investimentos Kinvo por R$ 72 milhões – ou cerca de R$ 102 por cada um dos 700 mil usuários que o aplicativo afirma ter (sem detalhar se são ativos ou total de downloads). É a quarta movimentação em torno de aplicativos de consolidação de investimentos em menos de um ano e mais um capítulo da rivalidade entre BTG e XP.

Ao trazer o aplicativo para o seu guarda-chuva, o BTG se beneficiará de uma base construída, em grande parte, pela divulgação do aplicativo por Thiago Nigro, o Primo Rico. O influenciador ligado ao universo da XP, é usuário, foi garoto propaganda, e era investidor do aplicativo. Será que agora ele vai migrar para o Fliper?

Procurada, a assessoria dele ainda não retornou o contato do Startups.

Além de Nigro, o Kinvo tinha como investidora a Bossa Nova. Em comunicado a investidores ao qual o Startups teve acesso, a gestora disse ter multiplicado o valor investido na companhia em torno de 22x em menos de 4 anos.

O anúncio da compra do Kinvo acontece menos de uma semana depois de a XP anunciar que seu fundador, Guilherme Benchimol, assumirá a presidência do conselho da companhia, passando o cargo de CEO para o atual diretor de tecnologia, Thiago Maffra. A movimentação faz parte do plano da XP de se mostrar mais como uma fintech do que um banco tradicional no momento em que começa a ampliar sua oferta de serviços para além dos investimentos.

Em comunicado, o presidente do BTG, Roberto Sallouti, disse que a compra do Kinvo “representa mais um avanço importante em nossa estratégia de investir em tecnologia para expandir nossas operações de varejo, e reforça nosso compromisso de entregar sempre o melhor serviço aos nossos clientes”.

“Com a aquisição do Kinvo, ampliaremos nosso escopo de serviços, entregando mais valor para os clientes. Simplificaremos a jornada do investidor, desde a escolha dos produtos e aplicação de ativos à consolidação e acompanhamento dos investimentos em uma única plataforma. Além disso, vamos permitir que o Kinvo possa acelerar o desenvolvimento de novas funcionalidades e frentes de negócio, criando sinergias não só com o BTG Pactual digital e o BTG Pactual Wealth Management, como também o BTG+”, afirma Marcelo Flora, sócio responsável pelo BTG Pactual digital.

De acordo com o banco, a operação do Kinvo será mantida de forma independente.

Em junho/20, a XP fez o primeiro movimento de consolidação no mercado de aplicativos de consolidação de investimento com a compra do Fliper. Em novembro/20, a Empiricus arrematou o Real Valor (que era do portfólio da ACE). Em fevereiro o Brazil Journal noticiou que a Dynamo comprou 10% da Valemobi, dona do Trademap, aplicativo que praticamente inaugurou a categoria no Brasil.

A troca de informações entre instituições é algo que vai acontecer com a chegada do Open Banking, então os movimentos poderiam ser vistos como uma antecipação a isso. Mas há uma diferença: garantir a independência e o não compartilhamento de informações sensíveis no uso de um aplicativo controlado por um banco ou corretora.

Jornalista com mais de 15 anos de experiência acompanhando os mundos da tecnologia e da inovação, com passagens pelo DCI, Sebrae-SP, IT Mídia e Valor Econômico. Fundador e Editor-Chefe do Startups.com.br.

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