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Nascido há dois anos e meio para profissionalizar os investimentos anjo do fundador da Rock Content, Diego Gomes, e do agora ex-executivo da companhia, Gustavo Souza, o fundo SaaSholic está colocando na rua o seu 2º fundo.

A meta inicial é levantar US$ 10 milhões, mas o valor pode chegar a US$ 15 milhões dependendo da demanda. O 1º fechamento está previsto para março de 2022.

Segundo Gustavo, a ideia é repetir a fórmula do 1º fundo, trazendo para o veículo (que tem estrutura fora do Brasil) investidores com experiência no mercado que possam ajudar as startups do portfólio em todos os aspectos possíveis.

Na lista de investidores atuais o SaaSholic tem nomes como os fundadores da Hotmart; Israel Slamen, da Méliuz e Paulo Silveira, da Alura. O fundo, que levantou pouco dinheiro, apenas, US$ 1,6 milhão, também teve como âncora a Redpoint eventures. Segundo Gustavo, o 2º fundo pode vir a ter um âncora também, mas isso não será uma condição para o seu fechamento. Ele diz que já há um comprometimento de cerca de 30% dos atuais investidores.    

Em seu novo fundo, a SaaSholic quer manter o perfil de 1º cheque em companhias em estágio bem inicial de desenvolvimento, mas pretende ampliar suas apostas assinando cheques maiores, entre US$ 150 mil e US$ 500 mil – contra US$ 80 mil do 1º veículo. Também está prevista uma reserva maior de recursos para acompanhar rodadas subsequentes (follow-ons). “Se a captação subir e ficar nos US$ 15 milhões do teto, teremos mais recursos para follow nos”, diz Gustavo.

O mandato é regional e a ideia é montar um portfólio com no máximo 20 empresas, um número considerado confortável para que os investidores e os sócios do fundo consigam dar atenção ao portfólio.

Hoje, a lista de investidas conta com 17 empresas, dentre as quais estão Atlas Governance, Conta Simples, a55, docsales, Sourcelevel, Education Journey, Pingback e Worc.

O portfólio apresenta marcação de 3 vezes o capital investido, com TIR de 84% em dólares. Valores interessantes para um fundo pequeno e com apenas 3 anos de vida.

Falando em sócios…

Outra novidade do lançamento do novo veículo é a chegada de um novo sócio: William Cordeiro, que ajudou a desenvolver o grupo de investimento anjo GVAngels, e nos últimos 3 anos tocou a operação, se juntou à SaaSholic. À frente da GVAngels, ele ajudou a fazer 40 investimentos que somam mais de R$ 50 milhões.

“Queremos transformar o SaaSholic em uma firma, despersonalizar, ser uma marca de referência, diz William.

Investidor do 1º veículo, ele se aproximou do fundo por “sempre esbarrar” com ele em negócios na área de SaaS. A namorada que mora em Belo Horizonte, terra natal de Gustavo e Diego, deu uma forcinha extra para estreitar a relação com os dois.

Com William e Gustavo passando a se dedicar integralmente ao dia a dia, o SaaSholic pretende montar nos próximos meses uma equipe com 2 analistas e uma pessoa de conteúdo.

Fundos especialistas     

O surgimento de fundos de investimento especialistas, focados em uma determinada área, ou tese, é uma das consequências naturais do amadurecimento do mercado de venture capital no Brasil e em toda a América Latina.

A especialização faz sentido para os investidores, que conseguem aplicar melhor os conhecimentos adquiridos em setores específicos. Mas também para os próprios negócios, que podem ganhar mais ao receber apoio de quem já passou pelos apuros que fundadores e fundadoras vão passar. Na lista de fundos especialistas brasileiros se destacam a Parallax, focada em fintechs, e o recém-criado Aggir Ventures, que olha para healthtechs.

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