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A sangria na Netflix continua: depois de demitir 150 funcionários em maio, a gigante do streaming anunciou uma nova rodada de dispensas, desligando cerca de 300 funcionários – aproximadamente 3% de sua força de trabalho global.

Segundo apurado pelo The Hollywood Reporter, dos funcionários demitidos, 216 estão nas operações dos EUA e Canadá; 53 na região Europa, Oriente Médio e África; na América Latina foram 17 colaboradores dispensados.

Em nota enviada aos funcionários nesta quinta (23), os co-CEOs da empresa, Reed Hastings e Ted Sarandos, lamentaram não ter notado antes a desaceleração nos ganhos de receita da empresa, o que “poderia ter garantido uma readequação mais gradual do negócio”.

“Sabemos que estas duas rodadas de demissões foram difíceis para todos, criando muita ansiedade e incerteza. Planejamos retornar para um rumo de negócios mais normalizado daqui pra frente. E à medida que cortaremos em algumas áreas, continuaremos a investir montantes significativos em nosso conteúdo e pessoas”, afirmaram os co-CEOs no comunicado, revelando inclusive que pretendem contratar cerca de 1.500 novos colaboradores nos próximos 18 meses, chegando a 11,5 mil funcionários.

Assim como a mais nova rodada de cortes, as demissões que a Netflix promoveu em maio foram ligadas aos resultados pouco animadores de crescimento de receita, inclusive registrando uma perda de aproximadamente 200 mil assinantes no primeiro trimestre do ano.

Na primeira leva, diversos dos cortes foram na área de animação – além disso, a empresa suspendeu contratos com colaboradores externos de social media, inclusive em canais voltados à minorias como o Strong Black Lead, Con Todo, Most and Netflix Golden.

Buscando soluções

Em um segmento cada vez mais diluído e disputado, com players como Disney, Apple, Warner, Amazon e outros gigantes também criando seus serviços, a Netflix está buscando soluções para se manter no alto da montanha dos serviços de streaming e manter assinantes.

Segundo reportou o Wall Street Journal, Ted Sarandos afirmou em uma conferência do setor que pretende fazer parcerias com Google, Roku e NBCUniversal para trazer um novo modelo de assinatura incluindo publicidade até o final de 2022, endereçando muitas das reclamações de usuários que não gostaram dos recentes aumentos na assinatura do serviço. Hoje, no plano com melhor qualidade de imagem, a Netflix é um dos mais caros em comparação com outros como o Amazon Prime, HBO Max e outros.

De acordo com o jornal, a busca da Netflix por um parceiro para a veiculação de publicidade é uma medida para fazer isso rápido, utilizando tecnologias como o Flywheel, da Comcast (dona da NBCUniversal), e do Google. Segundo fontes, o acordo com a NBCUniversal envolverá divisão das receitas, com a gigante de mídia colaborando na captação de de anunciantes.

Contudo, segundo Sarandos, o plano é que a Netflix cuide de sua publicidade no futuro. “Se (a publicidade) se tornar algo tão importante que queiramos tomar controle sobre isso, então o faremos”, afirmou em conferência.

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