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A América Latina vem ganhando destaque no mercado de venture capital global. As startups da região levantaram US$ 1,2 bilhão apenas em outubro, distribuídos em 92 rodadas, de acordo com relatório da plataforma Sling Hub.

O Brasil aparece como o grande líder da região, movimentando quase US$ 893 milhões no último mês. O volume representa 75% do total captado pelo ecossistema LATAM. A estimativa está um pouco acima dos cálculos do Distrito, que considerou 53 rodadas de investimento, que juntas somaram cerca de US$ 779 milhões.

O destaque vai para os M&As. Foram 33 aquisições e 2 fusões em toda a América Latina, o maior resultado já registrado em um único mês. Dois meses depois de virar um unicórnio, a Nuvemshop foi às compras e integrou ao seu guarda-chuva a Mandaê, empresa de logística para pequenos e médios e-commerces.

Outros aproveitaram o aquecimento do mercado para fazer a sua primeira aquisição. Foi o caso da sales tech Exact Sales, que menos de dois meses após a série A comprou a Resultys, uma startups de análise de big data focada em bancos de dados públicos. Em paralelo, o grupo argentino TurismoCity realizou sua segunda aquisição em menos de um ano, ao comprar o site brasileiro Quanto Custa Viajar

Destaques funding

O levantamento mostra que a série A foi a rodada de investimentos mais comum no mês, responsável por 17 dos 92 deals latinoamericanos. A CRM&Bônus fez a maior captação deste tipo, com R$ 280 milhões. Segundo o relatório, a startup quebrou o recorde de maior captação de sales tech na América Latina de todos os tempos. Outro recorde foi para a chilena Buk, que participou da maior rodada de financiamento para HRTechs LATAM. Sua série A, liderada por Greenoaks Capital e SoftBank, captou US$ 50 milhões

Mesmo sem ter mais a Getnet no grupo das fintechs, já que a companhia fez sua estreia na Bolsa de Valores de São Paulo com o valor de mercado de US$ 1.4 bilhão e, com isso, deixou de ser considerada uma startup, as fintechs continuam sendo as grandes líderes do mercado de venture capital. Isso porque 27% das rodadas do mês foram feitas por empresas de tecnologia financeira, e a categoria tem uma participação de deals série A de 6%.

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