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A empresa de pagamentos Stone reduziu seu quadro de funcionários em 20%, o equivalente a 1,3 mil pessoas, por conta dos efeitos do novo coronavírus na economia. Segundo postagens no LinkedIn, a área comercial foi uma das mais impactadas.

Os dispensados terão um pacote de benefícios que inclui plano de saúde por mais quatro meses, tíquete alimentação “pelos próximos meses”, serviço de recolocação (incluindo assinatura do LinkedIn Premium por dois meses) e suporte financeiro proporcional ao tempo de trabalho na empresa.

Em carta enviada aos funcionários, o presidente da companhia, Thiago Piau, disse que dois elementos da estratégia da companhia contribuíram para um desequilíbrio entre receita e investimentos frente ao recuo do varejo entre março e abril: todo pessoal que lida com os clientes é próprio, funcionário da própria Stone e o modelo de alto crescimento fazia a companhia ter mais gente que o necessário no presente

“Apesar dos lojistas estarem fazendo o impossível para se adaptar ao distanciamento social e aos canais on-line, a redução de suas vendas tem sido inevitável. Houve um choque de demanda no varejo brasileiro que nunca se viu antes. Agora que podemos ver mais claramente a magnitude do impacto, precisamos alocar recursos de forma ainda mais prudente, redimensionando nossa operação de forma a manter nossa habilidade de contribuir com o ecossistema de empreendedorismo brasileiro. É hora de tomar medidas de austeridade”, escreveu Piau aos funcionários.

Em comunicado envaido ao órgão regulador do mercado de capitais dos EUA, a Stone disse ter percebido sinais de melhora do mercado no fim de abril e começo de maio

A Stone, assim como o PagSeguro, cresceu buscando os vendedores de menor porte, que tradicionalmente recebiam pouca atenção das líderes do mercado de pagamentos, a Cielo e a Rede. Com a estratégia muito focado no varejo físico, a companhia ficou mais vulnerável no momento que as lojas tiveram que fechar e vendedores autônomos tiveram que ficar em casa.

Com a redução do quadro de funcionários. Piau disse que usará recursos para ir além da maquininha, investindo em serviços financeiros e ferramentas de venda on-line.

Ontem, as ações da companhia fecharam o pregão da Nasdaq com queda de 10%. Hoje elas recuam acima de 7%. No ano, as ações da companhia acumulam queda de quase 48,5%. A retração é bem mais que a do índice S&P 500, que perde 13% no ano.

A companhia divulgará o balanço do primeiro trimestre em duas semanas (no dia 26 de maio).

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