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A Templo Ventures, venture builder (ou venture studio, como preferem se definir), está pronta para fazer ondas no mercado. Ela acaba de anunciar a chegada de um novo sócio-investidor, o belga Sebastian Guerrero, assim como está pronta para lançar em junho o seu primeiro fundo de venture capital, no valor total de R$ 60 milhões.

São novos passos para uma empresa que está fechando uma década de mercado e que começou como um espaço de co-working e fomento à inovação aberta no Rio de Janeiro. Em 2019, ainda se chamando apenas Templo, ela abriu a Templo Ventures, trazendo novos sócios e iniciando a cocriação de novos negócios.

Até o final do ano passado, foram 4 startups fundadas. O plano da companhia é saltar para 25 até o fim do ano. Para isso, o investimento do novo sócio dará o suporte para investir em times de apoio nas 3 frentes de atuação do estúdio: cocriação de startups, aceleradora e consultoria de projetos para inovação aberta em empresas.

Para o francês Xavier Leclerc, cofundador e sócio da Templo Ventures (e que não é parente do piloto de Fórmula 1 Charles Leclerc), a chegada de Sebastian traz, além do aporte financeiro para atingir as metas do Studio, a experiência em áreas de impacto no mercado de inovação. “Ele tem um perfil de serial empreendedor, e tem uma participação ativa nos ecossistemas, não só no Brasil, mas na Europa”, explica.

Além disso, Xavier destaca que o novo sócio traz um conhecimento importante em áreas disruptivas como Web3, algo que poderá agregar bastante aos trabalhos do venture studio. “Nós acreditamos que Web3 é mais do que uma palavra da moda, e deve trazer impactos econômicos profundos. É algo que ainda é nicho, mas futuramente vai permear todo o sistema de inovação”, afirma Xavier, destacando que a Templo que estar bem posicionada para estas mudanças.

“A chegada dele (Sebastian) é uma validação do nosso modelo, e agora teremos mais capacidade de expandir nossa atuação, utilizando novas redes de contatos e acesso”, completa Xavier.

O fundo vem aí

Depois de “fazer um teaser” no final do ano passado, finalmente a Templo Ventures lançará no mercado o seu 1º fundo de venture capital. Em abril, a empresa fez o pré-lançamento em um evento para investidores em Paris – “testando o mercado”, conforme explicou Xavier. Segundo o sócio, já foram levantadas algumas alocações de verba, de US$ 2 milhões a US$ 3 milhões.

Com esta 1ª resposta, a Templo manteve a sua estimativa inicial para o valor total do fundo – R$ 60 milhões ou US$ 12 milhões – e espantou dúvidas sobre desinteresse dos investidores internacionais em aportar fundos nas startups brasileiras.

“Quando chegamos em Paris, fomos bem recebidos. Entre os países do BRICS, o Brasil tem as melhores perspectivas para investimentos estrangeiros. No segmento pré-seed e seed, em que vamos atuar, o mercado ainda está aquecido, e o melhor: agora com projetos com valorização mais realistas e ideias melhores estruturadas”, explica Leclerc.

O plano do fundo é investir em 30 negócios em até 4 anos, com cheques médios de R$ 800 mil a R$ 1,2 milhões, com possibilidade de follow-on (até no máximo uma série A). Quanto às verticais de interesse, Leclerc aponta que existem alguns setores principais. “Visamos startups B2B, com um uso central da tecnologia e atuação em áreas como fintech, climatech e bem-estar, como foodtechs ou healthtechs. Mas se aparecer algum projeto interessante em proptech podemos olhar também”, explica. De acordo com Xavier, por ter um foco em investidores europeus, especialmente os franceses, o novo fundo nao vai usar a estrutura de Cayman-Delaware tradicionalmente usada por gestores. Ele ficará sediado em Quebéc, no Canadá, país que tem relações próxima e acordos com a França.

O próximo passo é o lançamento oficial, que deverá acontecer em 14 de junho, na embaixada da França no Rio de Janeiro. Depois disso, o fundo terá sua divulgação global no VivaTech, grande evento de inovação que inicia no dia 16 de junho em Paris. “Até setembro, o foco é a divulgação da nossa tese e fechar o total de investimentos, assim como a prospecção de possíveis investidas”, explica Xavier.

Para ele, apesar de turbulento, o momento atual é interessante para o fundo começar a operar. “O dinheiro será mais raro. O empreendedor pedindo R$ 30 milhões em um PPT acabou. Não faz sentido. Mas quem quer continuar a empreender vai continuar empreendendo. E nós temos uma boa proposta para os empreendedores e para os investidores. Então vamos conseguir achar oprtunidades de investir o dinheiro razoavelmente bem”, avalia.

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