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Toro, plataforma de investimentos do Santander, acaba de comprar 100% do Kokpyt, um consolidador de investimentos com robo-advisor lançado no início do ano passado pela wealthtech Allê Invest, apurou o Finsiders.

Com a aquisição, que não teve o valor revelado, a Toro traz para dentro casa uma plataforma que consolida múltiplas carteiras, múltiplos ativos, com uma visão global dos investimentos e do patrimônio líquido, embutindo também o sistema de robo-advisor.

O fundador da Allê Invest, Luiz Macedo, passa a fazer parte da equipe da Toro como superintendente de negócios no hub de assessoria da instituição.

Apesar do mercado competitivo de consolidadores, em um ano de funcionamento, o Kokpyt conseguiu crescer 16x e atrair uma base de 20 instituições, incluindo a Toro, como Luiz contou em entrevista ao Finsiders em fevereiro.

Procurado, o Santander confirmou a notícia por meio de sua assessoria de imprensa.

Contexto

A aquisição do Kokpyt pela Toro é simbólica visto que a 4ª fase do Open Finance, que inclui compartilhamento de dados sobre investimentos, já começou a ser implementada.

Não à toa, outras plataformas vêm se mexendo. Em março, a Warren anunciou a compra de 100% do MeuPortfolio, plataforma SaaS para gestão de investimentos, em uma operação que não teve valor revelado.

Grandes instituições, como XP e BTG, já têm consolidadores de investimento para chamar de seus (Fliper e Kinvo, respectivamente). Com um detalhe: no “pacote” da aquisição da Universa, a dona da Empiricus, o BTG levou também o Real Valor, que havia sido adquirido anteriormente pela Empiricus.

Bancos maiores também não estão querendo ficar para trás. O Bradesco, por exemplo, assinou em fevereiro um cheque de US$ 10 milhões para a Smartbrain. Já o Itaú, que lançou o íon em outubro de 2020 conforme mostrou o Finsiders, criou também um consolidador e agregador de investimentos.

Dentre as primeiras fintechs a apostar no segmento, o Gorila é o único que ainda não foi adquirido por uma corretora ou uma instituição financeira (até quando?)

Em dezembro, a fintech levantou R$ 100 milhões e está indo às compras — já comprou uma participação minoritária na consultoria Vita Investimentos e já tem outros quatro acordos prestes a serem anunciados. A expectativa é fazer uma carteira com oito a dez nomes, contou o fundador em entrevista ao Valor, em abril.

Também num “caminho solo”, a catarinense AAWZ presta serviços de consultoria e tecnologia para mais de 100 assessorias de investimento. Um mercado que está no radar do Gorila e de outros consolidadores.

OPINIÃO

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