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Quase um ano depois de comprar o controle do aplicativo chileno de compras de supermercado Cornershop, o Uber começou a integrar a funcionalidade ao seu serviço principal e ao Uber Eats.

A opção Mercado está disponível a partir de hoje terça para uma parte dos usuários brasileiros do Uber e do Uber Eats em 11 cidades (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Salvador, Recife, Goiânia e Campinas). Nas próximas semanas ela será liberada para o restante da base.

Entre as lojas disponíveis estão Carrefour, BIG, Varanda, Emporium São Paulo, Gimba e Cobasi.

A integração no Brasil começa depois de o Cade ter aprovado a compra anunciada em outubro.

Depois do Brasil, a expectativa é que o negócio seja aprovado nos próximos dias no Chile e que o recurso de compras de supermercados também chegue à Colômbia, Peru e Canadá, onde o Cornershop também opera. No México a integração ainda deve levar algum tempo porque o caso ainda está em análise pelo órgão regulador da concorrência.

Tá, mas e daí?

A incorporação do Cornershop acontece em um momento crucial para o Uber. Com o negócio de transporte de passageiros tendo praticamente parado com a pandemia, e com a retomada ainda lenta, a companhia tem feito cortes de custos e redobrado seus investimentos na área de comida.

Ontem, ela anunciou a compra do Postmates, por US$ 2,65 bilhões. O negócio foi concluído depois de o Uber perder para a Just Eat a disputa pela compra do Grubhub.

O negócio de comida já vinha crescendo rapidamente antes da pandemia e manteve o ritmo em meio à turbulência por conta das medidas de isolamento social.

Além disso, com a integração do Cornershop, a companhia não só ganha mais uma fonte de receita, mas também uma forma de fidelização dos motoristas. É que com a demanda por viagens de passageiros em queda, a entrega de comida surge como uma opção para gerar renda.

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