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A Goomer, startup de cardápio digital para o delivery de bares e restaurantes, dispensou cerca de 20% do seu quadro de funcionários no último mês. Segundo apurou o Startups, as demissões atingiram diversas áreas da companhia, incluindo marketing, tecnologia, criação de conteúdo e comercial. A lista de pessoas desligadas ainda está em construção no site Layoffs Brasil.

Os cortes acontecem 1 ano depois da Goomer levantar R$ 15 milhões. A série A foi liderada pelo fundo Bridge One, com participação de Aimorés Investimentos e DOMO Invest. Na época, a companhia tinha planos de contratar mais 60 colaboradores, fechando 2021 com 135 funcionários no total. Antes dos desligamentos, a startup tinha em torno de 120 colaboradores.

“A empresa disse que [o layoff] foi por causa do momento atual do mercado e da inflação”, disse uma ex-funcionária da Goomer ouvida pelo Startups. Ela afirma que os desligamentos ocorreram logo após um processo de onboarding e que, além de funcionários antigos, alguns dos recém-contratados foram demitidos na sequência.

Outro colaborador demitido confirma que os cortes aconteceram devido ao cenário macro-econômico. “Para controlar o cashburn e manter a empresa funcionando, foi tomada essa decisão de desligar em torno de 20 a 30 pessoas”, disse. Segundo apurou a reportagem, os funcionários desligados terão acesso ao plano de saúde até o dia 30 de agosto.

No entanto, há discrepância nos relatos. Uma das pessoas ouvidas pelo Startups descreve o desligamento como “muito humanizado”. “Tivemos tempo de nos despedir e compartilhar contatos no Slack [plataforma de mensagens para trabalho]. Os fundadores ficaram disponíveis durante todo o período de desligamento e pós. Recebemos até e-mails com planos de recolocação e acesso a empresas de hunting. Em nenhum momento me transpareceu que fui desligado por qualquer outro motivo que não o econômico, me senti valorizado mesmo nessa situação”.

Mas outro ex-funcionário traz um relato diferente. “No momento que desligaram, já tiraram o acesso do e-mail de imediato, não pude nem acessar os trabalhos que desenvolvi para colocar no portfólio. Disseram que eu teria acesso ao Slack até às 23h, mas às 15h já estava desconectada. Pedi uma carta de recomendação e nem isso foram capazes de me dar”, afirmou.

O Startups procurou a empresa em busca de mais informações sobre as movimentações. “Neste momento, a Goomer prefere não se pronunciar a respeito deste tema. Entendemos a importância do posicionamento da empresa para a matéria, mas o posicionamento oficial é este”, disse a assessoria de imprensa da companhia.

As demissões na Goomer seguem os ajustes feitos em outras empresas de alto crescimento no ecossistema. Só em julho, as levas atingiram empresas como a Loft, Provi, Quanto, Casai, Movile, Daki, Alice. Recentemente, os unicórnios Ebanx, VTEX e Facily também enxugaram a operação.

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