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Unicórnio uruguaio dLocal acelera expansão internacional e adiciona pagamentos da Microsoft na Nigéria

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Voando abaixo do radar da maior parte do mercado, a fintech de pagamentos uruguaia dLocal entrou para a lista de unicórnios latinos em setembro em uma rodada de US$ 200 milhões liderada pela General Atlantic.

O aporte chegou para turbinar a ousada estratégia da companhia de se firmar como o sistema de pagamento de escolha para companhias globais atuando em mercados emergentes. A meta é chegar a 35 países atendidos no fim do ano que vem. A lista tem crescido rapidamente. Em setembro, eram 20. Atualmente, são 26 – sendo 13 na América Latina, 8 na África e 5 na Ásia.

“Não há muitas dLocal nesses mercados. É um nicho que ninguém estava penetrando. Não por falta de oportunidade, mas pela dificuldade de resolver o problema”, disse ao Startups, Jacobo Singer, diretor de operações da companhia. Antes de se juntar à dLocal em 2016, ele trabalhou dois anos na inglesa AstroPay, que tem proposta de ser tornar um meio de pagamento global por meio de um cartão pré-pago.

Segundo Singer, o processo de chegada a um novo mercado demora de 6 meses a um ano, tempo que a companhia leva para construir uma equipe local que ficará responsável pelo processo de expansão. Mas o prazo pode ser menor. “Tem mercado que já fiemos em 3 meses”, disse. A escolha dos próximos alvos é feita por estudos da própria companhia – como a entrada na Índia, considerado um mercado estratégico. Mas, na maior parte das vezes, o desembarque é feito por demanda dos clientes.

A startup fundada em 2015 – três anos depois do também unicórnio brasileiro Ebanx – tem acordos com Uber, Booking.com, Didi, Amazon e Spotify, entre outras empresas. Hoje ela ampliou sua atuação na Nigéria, com a adição de pagamentos de serviços da Microsoft com cartões de crédito e débito locais. “A Microsoft vai usar a dlocal Payins para adicionar métodos de pagamentos usados localmente, assim como expandir para incluir outros mercados emergentes globalmente”, informou a dLocal em comunicado.

De acordo com Singer, a dLocal não tem hoje uma concentração de receita em nenhum mercado. Questionado sobre a possibilidade de perda de foco ao fazer um processo de expansão em vários mercados diferentes ao mesmo tempo, ele disse que não enxerga essa possibilidade uma vez que o foco da companhia é justamente a expansão, se tornar o player para mercados emergentes.

Sobre a competição com a Ebanx, que está avançando em sua presença na América Latina – de 9 para 14 países atendidos -, Singer deu a clássica desconversada dizendo que respeita e admira os concorrentes e reforçou que a estratégia da dLocal não é só crescer regionalmente.

De acordo com Singer, uma outra diferença nos planos é que a dLocal não pretende atuar diretamente como os consumidores (B2C) como a Ebanx. O foco é o B2B e as parcerias com empresas. “Os mercados emergentes são a salvação para crescimentos acelerados quando essas empresas saturam os mercados locais delas.

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