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A startup focada na capacitação e inserção de mulheres negras no mercado de tecnologia UX para Minas Pretas (UXMP) anunciou seu primeiro produto, além de um cliente de grande porte, a XP Inc.

Sob o programa PretaOn, exclusivo para mulheres auto-declaradas negras (pretas e pardas) e indígenas da comunidade UX para Minas Pretas, mulheres negras e indígenas foram capacitadas e contratadas para cargos de entrada na área de UX da XP, com início a partir de maio de 2022.

Selecionadas entre 200 candidaturas, as cinco participantes do programa foram contempladas com uma bolsa de estudos 100% custeada pela XP para o curso de formação em Experiência do Usuário (UX Design), da Mergo User Experience. O programa é focado na construção de produtos digitais a partir do design centrado na pessoa usuária.

Karen Santos, CEO e co-fundadora da UXMP, destaca o PretaOn tem o objetivo de suprir parte de uma demanda de mercado com mulheres negras, que representam o maior grupo demográfico do país, junto às empresas dispostas a contratá-las e formá-las através da metodologia da edtech.

“É importante ressaltar que a realidade desigual em times de tecnologia se choca com o discurso crescente de diversidade atual que precisa ser posto em prática e mantido também como um diferencial de negócio, primordial para inovação”, diz Karen, em nota.

(Na foto de destaque: as integrantes do time UXMP, Germanna Rosa (COO), Aline Santos (CMO), Karen Santos (CEO) e Patrícia Gonçalves (CPO), que também conta com Evellyn de Souza Paula (PM) na estratégia do programa PretaOn)

Como funciona

Durante os três primeiros meses de experiência das contratadas, o programa incluiu mentorias quinzenais para acompanhamento do plano de carreira e necessidades específicas das selecionadas, realizadas pela UXMP e XP. Além disso, auxílio psicológico e emocional foi oferecido para as contratadas, com acompanhamento de psicólogas da comunidade da edtech, que tem mais de 1,5 mil mulheres.

Como parte do PretaOn, as participantes do programa também tiveram benefícios como a possibilidade de trabalho remoto, acesso a curso de inglês com desconto, onboarding específico com uma trilha de desenvolvimento técnico adicional, acesso aos coletivos XP de LGBTQ+, pessoas negras, de mulheres e de pessoas com deficiência, com foco em colaboração e comunicação aberta.

“A UXMP foi essencial para minha transição de carreira desde o início, me proporcionando cursos, networkings com a comunidade e, agora, ter sido uma das selecionadas. É uma iniciativa primordial para nós, mulheres negras. Espero que venham muitas oportunidades como essa para impulsionar outras mulheres, assim como foi comigo”, afirma Samanta Roberta da Silva, de 44 anos, uma das mulheres selecionadas para o PretaOn.

O lançamento do PretaOn segue a transição do modelo da UXMP, que anteriormente era uma organização sem fins lucrativos e em fevereiro deste ano anunciou a virada de chave para se tornar uma edtech. Além deste primeiro produto, a edtech deve lançar outros produtos como serviços de hunting, focado em permanência das candidatas e letramento de equipes de empresas que desejam criar time de UX e tecnologia mais diversificada.

Além disso, a edtech deve lançar novas metodologias de ensino, por meio de cursos, workshops, mentorias e eventos, como o Julho das Pretas, encontro para lideranças negras em tecnologia e inovação realizado em parceria com o Afroya Tech Hub em 30/7, no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista.

“O [PretaOn] inaugura nossa primeira atuação construindo um produto que conta com a expertise da UXMP para incluir e desenvolver mais equidade dentro dos times de UX e tecnologia”, diz Patrícia Gonçalves, CPO da UXMP, acrescentando que a edição foi feita e divulgada exclusivamente para participantes da comunidade nos grupos de Facebook e Telegram.

“Para nós, [o PretaOn é] o começo de uma nova etapa como edtech e pretendemos expandir essa iniciativa para mulheres negras de dentro ou fora dos nossos grupos de todo Brasil, e do mundo”, completa.

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