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A agência de viagens online (OTA) brasileira ViajaNet captou US$ 6,5 milhões com seus atuais acionistas no mês de outubro. O aporte foi comunicado à Securities and Exchange Comission (SEC) no dia 14 daquele mês. No documento assinado pelo presidente da companhia, Paulo Nascimento, consta que 16 investidores participaram da captação.A companhia tem entre seus acionistas a Redpoint eventures, a Pinnacle Ventures e a General Catalyst.

Ao Startups, Alex Todres, co-fundador do ViajaNet, disse que a captação teve como objetivo reforçar o caixa para enfrentar as dificuldades trazidas pela pandemia e foi feita com os investidores atuais pela dificuldade de se engajar com novos nomes diante do atual cenário.

O setor de turismo foi dos mais afetados globalmente por conta das restrições de circulação de pessoas impostas pelas medidas de isolamento.

No ViajaNet, a venda praticamente zerou, segundo Todres. “Foi, com certeza, o momento mais difícil da nossa história”, diz. Para lidar com esse cenário, e a demanda por cancelamentos e remarcações, a companhia investiu em tecnologia e na automação do atendimento aos clientes para ganhar escala.

De acordo com Todres, com o caixa extra e com os ajustes feitos, a companhia agora está tranquila. “O pior já passou. Estamos muito motivados para o próximo ano, com vários projetos traçados, como as parcerias que começamos a conversar antes da pandemia que serão retomadas em breve”, disse ele.

Todres diz que a recuperação na demanda doméstica surpreendeu e que a companhia já opera nos mesmos níveis de 2019 nessa área. Já os voos internacionais ainda estão devagar e a expectativa é de uma recuperação no segundo trimestre de 2021.

No ano que vem, o ViajaNet espera operar a um nível de 70% a 80% do que ela atingiu em 2019. De acordo com Todres, ano passado foi o melhor da história da companhia, com receita de R$ 1,2 bilhão – e uma operação lucrativa já a alguns anos.

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