
A Trademaster nasceu para resolver um problema clássico do varejo brasileiro: crédito para a base da pirâmide produtiva. Mas, segundo o CEO Francisco Pereira, o que começou como uma fintech está se transformando em algo maior – deixar de ser vista apenas como fornecedora de crédito para se posicionar como uma datatech para o segmento financeiro.
“A gente percebeu que o nosso maior ativo não era só o capital, era o dado”, afirma o CEO Francisco Pereira, convidado do novo episódio do podcast MVP feat. Emerging Giants da KPMG.
Segundo explica o CEO, atualmente a Trademaster conecta indústrias, distribuidores e pequenos varejistas por meio de uma plataforma que usa IA para decidir quem recebe crédito, quanto e em que condições. No centro do modelo está a análise de dados transacionais da cadeia de suprimentos.
“O resultado é um motor de crédito que aprende continuamente. Nós entendemos o fluxo de mercadoria, o giro do estoque, a recorrência de compra. Isso nos dá uma leitura muito mais precisa do risco”, explica Francisco.
Esse posicionamento ajuda a explicar o crescimento da companhia. A Trademaster já atende milhares de varejistas em todo o país e se conecta a grandes indústrias e distribuidores, funcionando como uma engrenagem financeira dentro da cadeia. Mas a ambição agora vai além do volume transacionado.
“Se a gente continuar se definindo só como fintech, a gente limita o tamanho do mercado que pode capturar”, afirma o CEO. Para ele, o futuro da empresa passa por monetizar inteligência, não apenas capital, utilizando a base de dados acumulada ao longo dos anos para oferecer novos produtos, melhorar a eficiência das cadeias e gerar insights para parceiros.
Na prática, a transição para data tech envolve sofisticar ainda mais os modelos de IA e ampliar o escopo da plataforma. “A gente quer ser a infraestrutura de decisão da cadeia”, resume o CEO.
O movimento também conversa com um cenário mais amplo de crédito no Brasil. Em um ambiente de juros elevados e maior seletividade, a capacidade de precificar risco com granularidade virou diferencial competitivo. “Quem tiver mais dado e souber usar melhor esse dado vai ganhar”, diz o executivo. Para ele, a tecnologia permite reduzir inadimplência sem fechar a porta para pequenos empreendedores.
Essa é mais uma conversa da série especial com os Emerging Giants da KPMG. Ao longo de 14 episódios, os nomes da turma 2025 do programa compartilham bastidores de crescimento, decisões difíceis e os aprendizados que não aparecem nos decks de captação.
Para conferir o episódio na íntegra, é só clicar nos links abaixo, escolhendo a sua plataforma de preferência – Spotify ou YouTube.