Novo MVP é com diretor de M&A da LG lugar de gente, Luigi Pizzichemi | Foto: Startups
Novo MVP é com diretor de M&A da LG lugar de gente, Luigi Pizzichemi | Foto: Startups

Depois de quase dois anos sem anunciar aquisições, a LG lugar de gente decidiu religar a sua “máquina de M&As”. O movimento ganhou forma em janeiro com a compra da Moavi, HRTech focada em varejo. Entretanto, agora a estratégia é diferente: menos pressa, mais relacionamento e foco em ativos que ampliem o potencial de cross-sell da base atual.

Convidado do novo episódio do podcast MVP, o diretor de M&A da LG lugar de gente, Luigi Pizzichemi, destacou que a Moavi não foi uma oportunidade que surgiu de repente. A empresa vinha sendo acompanhada há cerca de três anos, em um “namoro longo”, como ele define, antes da decisão de fechar o negócio.

A compra da Moavi também ajuda a explicar por que a LG ficou tanto tempo fora do radar de aquisições – a última compra foi em 2023, quando levou de uma só vez, as HRTechs FAP Milaneli, Único RH e Medei. Na época, ela ainda estava embalada por uma captação com o fundo norte-americano HIG Capital, e era cotada como candidata para um IPO na B3.

Desde então, com um mercado mais retraído, a companhia optou por “arrumar a casa”: integrar aquisições anteriores, garantir performance dos ativos comprados e reforçar a disciplina financeira. “A gente passou por um período importante de digestão. Era fundamental garantir que as aquisições anteriores estivessem performando bem, com sinergias reais e geração de caixa, antes de voltar a pensar em novas compras”, destacou o executivo.

Hoje, segundo Luigi, o cenário mudou. A empresa opera com crescimento acima de 30% ao ano, margem EBITDA em torno de 30% e forte geração de caixa. Ainda assim, a postura segue conservadora. “A gente não entra em leilão. Não faz sentido competir com grupos internacionais que têm custo de capital diferente do nosso. Nosso diferencial não é pagar mais caro, é oferecer uma plataforma capaz de escalar o negócio”, completa Luigi.

O pipeline, segundo o executivo, está longe de ser vazio. A LG mapeou cerca de dez empresas com potencial de aquisição e mantém relacionamento próximo com pelo menos metade delas. A expectativa é concluir ao menos mais uma aquisição relevante ainda este ano. “A máquina voltou a funcionar, mas agora ela roda em outro ritmo, com mais disciplina e muito mais consciência do que a gente quer construir no longo prazo”, finaliza.

Para saber mais sobre a estratégia da M&As da LG lugar de gente, confira na íntegra o novo episódio do podcast MVP, com Luigi Pizzichemi. Disponível em nossos canais do YouTube Spotify, é só escolher sua plataforma de preferência e clicar em um dos links abaixo.