
Produzir mais com estruturas cada vez mais enxutas virou quase um imperativo no ecossistema de startups, frequentemente atribuído aos avanços da inteligência artificial. A tecnologia, de fato, tem ampliado o alcance de equipes pequenas e acelerado entregas complexas. Na Pipo Saúde, contudo, os resultados obtidos em 2025 vieram menos da adoção e IA e mais de uma mudança cultural.
A startup atingiu sua meta de receita de R$ 60 milhões e conseguiu alcançar o breakeven, além de ter entregado o maior número de funcionalidades da sua história, conta Manoela Mitchell, cofundadora e CEO da Pipo Saúde.
“Foi um ano muito bom para a gente, de muito foco em resultados. A Pipo há cerca de dois anos fez uma mudança cultural muito grande, no sentido de promover mais comprometimento com entregas, reunião de resultados, uma cadência muito grande de execução”, diz Manoela, afirmado que tudo isso foi feito com um time de engenharia menor que no passado.
Segundo ela, apesar de a IA fazer parte de alguns processos, o que realmente fez a diferença foram outras iniciativas, como priorizar a contratação de profissionais mais experientes, com maior autonomia, estabelecer prioridades, mudar processos e buscar soluções mais simples para os problemas a serem resolvidos.
“A gente demorava muito para entregar coisas muito grandes. E às vezes dá para resolver aquela dor de um jeito mais simples. Isso mudou muito a cara do que a gente entrega”, explica a CEO.
A conversa com Manoela Mitchell é o episódio de número 9 de uma série especial com os Emerging Giants da KPMG. Serão 14 episódios com os nomes da turma 2025 do programa que potencializa os nomes de maior destaque do ecossistema nacional.
Os papos se aprofundam em temas de gestão, liderança e a vida dos fundadores fora do LinkedIn e são conduzidos por sócios da KPMG e pelo jornalista e fundador do Startups, Gustavo Brigatto.
Durante o bate-papo, Manoela também contou um pouco sobra a sua história e abordou os bastidores da construção de uma startup, inclusive na relação com investidores. Além disso, a executiva falou sobre o uso de IA na sua vida pessoal e na empresa.
“Eu uso IA na vida pessoal e pode ser um ganho para muitas coisas. Mas já parou para pegar um papel e uma caneta? Porque o computador também deixa o cérebro meio sobrecarregado e acho que prejudica a criatividade”, diz.