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Ocupando quase 60% do território brasileiro (mais de 5 milhões de quilômetros quadrados), a Amazônia Legal reúne 9 Estados e 772 municípios. Para manter seu maior ativo, a floresta, em pé e gerar empregos, a região se apoia na bioeconomia, modelo de negócio de produção industrial baseado no uso de recursos biológicos aliados às novas tecnologias.


É aí que surgem cada vez mais startups e iniciativas buscando sinergias e caminhos para a estruturação da bioeconomia do futuro na área formada pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão (oeste), Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Segundo a Abstartups, a Amazônia Legal possui atualmente 452 startups dos setores florestal, saneamento, alimentos e bebidas, energia, entre outros, divididas assim:

Mato Grosso: 119 / Amazonas: 84 / Maranhão (oeste do Estado): 68 / Pará: 57 / Tocantins: 44 / Rondônia: 31 / Acre: 25 / Amapá: 20 / Roraima: 4

Nessa toada tem se destacado a Jornada Amazônia, iniciativa lançada este ano e coordenada pela Fundação CERTI. O projeto busca unificar os ambientes de inovação da Amazônia Legal e, por meio do empreendedorismo em escala, desenvolver e fortalecer a bioeconomia da região. 

Segundo André Noronha, coordenador de projetos da CERTI, a ação vem sendo desenvolvida desde 2018. “Dedicamos 2 anos a estudos que deram norte para o projeto se formatar, para mapear o ecossistema, descobrir onde estão as lacunas e o que pode ser feito para unificar e fortalecer as startups da região”, explica.

Conexões com o mercado

A iniciativa contou com R$ 5 milhões aportados pela CERTI e por investidores estratégicos. Os recursos foram destinados a apoiar o mapeamento de todo o ecossistema e para a criação do programa Sinergia. Por meio dele são selecionadas startups que possuem potencial de gerar valor para a floresta em pé. O objetivo é promover a troca de conhecimento entre ecossistemas de inovação, criando fluxos de aprendizado e crescimento para todos os envolvidos.

Na primeira etapa do Sinergia, 30 startups receberam um diagnóstico de competitividade e priorização de ações de melhoria. Destas, foram então escolhidas 15, que durante 4 meses receberão apoio por meio de mentoria especializada, conexões com mercado, empresas, investidores e atores do ecossistema de inovação para ajudar a alavancar negócios. Directto, Belterra Agroflorestas e Amazon Doors são algumas das selecionadas.

André Noronha, coordenador de projetos da Fundação CERTI

“Ao contrário de um programa de aceleração, que tem uma linearidade maior, o Sinergia busca desenvolver um plano de curto prazo para ajudar a resolver o que está mais crítico ao negócio da startup, buscando recursos e parceiros para isso”, diz André.  

Para 2022, a Jornada deve promover uma nova edição do programa Sinergia e lançar pelo menos 2 mecanismos de fomento à criação de negócios. Há uma aproximação, conversas com parceiros como o banco Banpará e o Fundo Vale, para desenvolver iniciativas integradas à Jornada, mas sem prazo definido para a concretização.

Já entre as metas para os próximos 5 anos estão a preservação de 1 milhão de hectares, como resultado do trabalho das cadeias produtivas inovadoras que já atuam na região. Também há a estimativa de R$ 400 milhões movimentados com produção sustentável, 400 empreendimentos inovadores de impacto criados, além de 40 mil talentos impactados pela temática de empreendedorismo de impacto.

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