Author

Rodrigo Dantas

Browsing

Aqui vai um resumo sobre os principais acontecimentos em startups e tecnologia da semana. A Gama Academy, levantou uma rodada de investimento de R$ 3 milhões com a Smart Money Ventures, do cofundador da Movile e hoje investidor-anjo, Fábio Póvoa – que já tinha feito uma outra rodada de R$ 450 mil na companhia.…

Se você é empreendedor SaaS, tem um negócio de software ou recorrente (de assinaturas) seus resultados devem ser pautados e analisados sob a gestão de métricas SaaS. Essas métricas são as mais importantes para esse tipo de modelo de negócio. Para startups, são matadoras! E cuidado porque, muitas vezes, acreditamos que…

Eu e o Paulo Silveira, fomos até o “finado” NerdBunker do Jovem Nerd para falar sobre startups, mais especificamente sobre o que é uma startup. Eu sei que você já deve ter ouvido algumas definições sobre o que são startups. Steve Blank, Eric Ries e Paul Graham tem algumas das…

O Recorrência, evento que discute os rumos do mercado de assinaturas e receita recorrente, chegou na sua 8ª edição e fiz aqui alguns dos principais highlights desse dia bastante especial para a Vindi. Ps: reproduzi abaixo o post escrito pela Lidiane Oliveira.

ClassPass anuncia chegada no Brasil

O Dhaval Chadha, Head da ClassPass Latam, falou sobre a chegada da empresa no Brasil. E trouxe uma palestra muito legal sobre a estratégia da empresa no mundo, que deve ser também o ponto de partida no país. O Dhaval citou inclusive os concorrentes no palco, eu achei bem legal.

Quem não se adapta, desaparece!

O painel “Transformação do Varejo”, coordenado pelo Matheus Spagiari, da Vindi, reuniu os convidados Daniella Mello, CEO da Cheftime, Álvaro Englert, Fundador da TAG livros e o Rodrigo Miranda, CEO da Zaitt. Com modelos de negócio baseado em assinaturas, a Cheftime e a Tag Livros, têm muito em comum: uma excelente curadoria de seus produtos e a preocupação de entregar para seus clientes mais que produtos, mas experiências gastronômicas e literárias. 

Já a Zaitt, a primeira loja autônoma da América Latina, muda totalmente a forma como as lojas e os supermercados funcionam. Sem atendentes ou caixas, ela foca no modelo “grab and go” e na facilidade de acesso dos produtos para seus clientes. Rodrigo ressaltou que as empresas precisam entender as necessidades dos seus clientes e se adaptar ao mercado para evoluir.

Revolução da limpeza 

O Marcelo Ebert, CEO da YVY, comandou a palestra “Limpeza as a Service” e contou um pouco sobre o seu clube de assinaturas de materiais de limpeza, a YVY. Ele ressaltou a importância da recorrência para escalar seu negócio. Com uma pegada que foca na sustentabilidade, e no ciclo completo da reciclagem do produto, a empresa é destaque do segmento em que ela atua.

As mudanças do varejo

O Vicente Carrari, Head de Varejo do Google, apresentou a palestra “Os 5 Caminhos Para o Varejo”. Além de insights sobre o uso do Google para otimizar as vendas, Vicente mostrou o poder dos dados a favor do entendimento do perfil dos clientes e como é importante fazer análises para entregar o produto que o consumidor quer.

É preciso ter dados: Sexlog!

A CMO da Sexlog, Mayumi Sato, foi uma das grandes atrações do evento. Com a palestra “Dataporn: a ciência de dados do pornô“, Mayumi apresentou para os presentes dados interessantes de um segmento que ainda sofre muito com os tabus, como a dificuldade em realizar estratégias de marketing comuns de todas as empresas. Além disso, ela reforçou a importância dos dados para entender seus clientes e, com isso, entregar exatamente o que eles desejam.

Embate de ideias

Quatro empresas tiveram cinco minutos para se apresentar para o público e contar sobre a “big idea” por trás de seus empreendimentos. Os jurados, Marisa Peraro, da Pró-Corpo, Maria Fernanda Musa, da Endeavor e Pedro Quintanilha, do Mentalidade Empreendedora, fizeram algumas perguntas para os concorrentes para descobrir um pouco mais sobre o modelo de negócio e a escalabilidade do empreendimento. Confira os participantes e o grande vencedor, que faturou R$ 5 mil + um ano grátis da plataforma Vindi.

Astrobox

A Débora Sacomani, CEO da empresa, contou como surgiu a ideia de criar esse clube de assinatura e as dificuldades enfrentadas. Com foco em produtos astrológicos, e totalmente personalizado para seus clientes, a Astrobox despertou a curiosidade dos presentes.

Kinvo

O aplicativo de investimento criado pelo Moacy Veiga, CEO da empresa, promete dar trabalho para a concorrência. Com 15 mil usuários, a Kinvo é uma startup que já encontrou o caminho para escalar.

Games por Assinatura

Com o propósito de levar aos clientes jogos recém lançados, o Alexandre Zuh surpreendeu a todos com o meio utilizado: mídias físicas ao invés do streaming. Apostando nos clientes fanáticos em lançamentos, a empresa tem um amplo mercado a ser explorado.

Site do Ovo: o campeão do Demo Day Assinaturas

Tem coisa mais recorrente na vida dos brasileiros do que ovo? Foi pensando nisso que o Leonardo Araújo, CEO do Site do Ovo, montou seu clube de assinaturas. Ovos frescos e de qualidade que você não encontra no supermercado, no conforto da sua casa por uma quantia mensal. A ideia e o produto são tão bons que rendeu ao Leonardo o prêmio da competição! O Site do Ovo levou pra casa, além da admiração e curiosidade do público, R$ 5 mil reais e mais 1 ano da plataforma Vindi grátis. E o mais legal é que a votação foi dividida entre público e os jurados, e o Site do Ovo foi o escolhido em ambas! 

site do ovo

A virada da Recorrência

O Dennis Herszkowicz, presidente da Totvs, falou um pouco sobre a mudança que a empresa passou depois de ter adotado o modelo da Recorrência com a palestra “A Transformação Digital da Totvs”. Além disso, Dennis ressaltou o potencial do mercado SaaS nos próximos anos com o auxílio da Recorrência.

 

Todo mundo é fã!

O último painel do dia, comandando pela Amanda Cassola, da Vindi, trouxe três gigantes do mercado: o Nicolau Mari De Camargo, COO da Sem Parar, o Bruno Stefani, Gerente da Ambev e o Rodrigo Gianotto, da Empiricus.

Com o painel “Como Transformar Clientes em Fãs”, eles falaram sobre os desafios de estarem a frente de empresas com milhares de usuários e da importância de proporcionar uma experiência incrível para seus clientes.

recorrência evento

Dentro do Ringue – literalmente

Além das palestras, os presentes também puderam presenciar, ao vivo, a gravação do podcast da Vindi Dentro do Ringue! Com um bate papo com palestrantes e convidados direto de um ringue que foi montado no local, o Diogo Leite e o Giovani Júnior, da Vindi chamaram a atenção de quem estava por lá.

podcast dentro do ringue

Quem estava no evento também pode circular por alguns stands! Estavam presentes a galera da Elo, Rits, Sense Data, Netshow.Me e Vindi, claro.

Post reproduzido do Recorrência 19.

Quer conhecer os melhores eventos de tecnologia do Brasil, clique aqui.

Essa é uma pergunta recorrente que recebo: “quais melhores eventos de tecnologia do Brasil para eu ir, Dantas?” Apesar de listas sempre serem injustas, vale levantar a atenção para alguns eventos de tecnologia que realmente valham à pena ir ou pelo menos ficar atento. Não levei em consideração nessa lista,…

Antes que os céticos digam: existe sim uma transformação digital em andamento no mundo e no Brasil. Não é mais uma buzzword (palavras usadas para vender um conceito através de uma barulho na mídia e afins) que soltam para vender cursos, eventos e consultoria. O mundo é uma grande transformação e as empresas estão inseridas diretamente no meio das revoluções. Especialmente depois da digitalização e do advento da internet.

A transformação digital mudou a comunicação, a tecnologia e a forma como a gente consome produtos, serviços e nesse artigo vou tentar ilustrar um pouco mais esse tema.

O que é transformação digital?

Transformação digital é um termo amplo, mas vou tentar colocar aqui, alguns exemplos com as principais definições para ilustrar que barulho é esse. Minha melhor definição para transformação digital está no próprio nome: transformação das relações. Seja de empresas, países, culturas e pessoas. Parte importante das relações humanas, da compra de serviços e de produtos, passam pela digitalização da comunicação e negócios.

Novos consumidores e novos mercados já nascem digitais, porém algumas empresas estão na vida dessas pessoas e da sociedade, de forma muito presente. Por isso, empresas com algum tempo de vida estão passando ou já passaram por essa chamada “transformação digital”. Não tem mais jeito de se começar um negócio de alta escala, atualmente, sem ser digital. A transformação digital mudou rumos de empresas como Microsoft, Adobe, Nike, Fender, Ambev, Google e todas maiores conglomerados do mundo.

Entender essa transformação digital na prática, vale entender também que, muitas gerações nasceram sem a tecnologia tão presente e evidente nos dias de hoje. Máquinas de fotocópias (da Xerox), tratores da Caterpillar, carros da Ford e o refrigerante Coca-Cola não nasceram digitais. Mas essas empresas têm hoje, grande atuação na digitalização de seus produtos. No momento de suas criações, ainda não existia a internet e mesmo que existisse tecnologia embarcada nesses produtos, a comunicação com o cliente, a distribuição dos produtos, a venda e o atendimento do serviço prestado eram estritamente humanos. Ainda dependiam de uma relação tradicional para se relacionar com o consumidor. Hoje não mais.

Diante desses parágrafos anteriores, transformação digital para mim, é o movimento natural e indispensável da forma como as empresas se conectam, se comportam nas relações com os clientes. É a digitalização dos serviços, da cultura da empresa e da mentalidade de como o cliente é visto. É uma nova forma de resolver problemas das pessoas.

É uma nova forma das empresas atuarem.

Empresas com bons exemplos de transformação digital

  • Adobe – do software de caixinhas para acesso do serviço no cloud;
  • Nike – da venda de atacado para o consumidor, diretamente;
  • Microsoft – de empresas de computadores pessoais para serviços online;
  • SAP – de softwares on-premisse para o software as a service (SaaS);
  • Netflix – das locações de VHS e DVDs para o streaming de vídeo;
  • Spotify – dos CDs das gravadoras para o streaming de música;
  • IBM – dos hardwares para serviços digitais de todos os tipos.

“Transformação digital para mim, é o movimento natural e indispensável da forma como as empresas se conectam, se comportam nas relações com os clientes. É a digitalização dos serviços, da cultura da empresa e da mentalidade de como o cliente é visto. É uma nova forma de resolver problemas das pessoas.”

Consultorias como a Accenture, McKinsey entre outras, ajudam empresas no mundo todo a encontrarem um caminho para a transformação digital, mas o processo de entendimento dessa nova forma de encarar o mercado, tem que partir de dentro. Empresas nesse processo de mudança, mudam suas culturas, pessoas, foco, modo de vender, jeito de atender clientes e até como se comunicam de fora para dentro. É realmente uma transformação.

Principais setores que aderiram à digitalização dos negócios

Alguns setores saíram na frente na transformação digital, talvez por necessidade, por sobrevivência e alguns outros, por fazerem a leitura certa do que estava por vir. Ilustro algumas que tiveram essa boa leitura:

  • Bancos e finanças – bancos precisaram digitalizar serviços desde os anos 80. Trabalharam fortemente para atender clientes por meios digitais. Com o advento dos novos bancos e das contas digitais, essa transformação acelerou;
  • Varejo – o e-commerce impulsionou milhares de marcas e varejistas para a venda online;
  • Saúde – grandes redes de hospitais, empresas de saúde no mundo todo são referência em digitalizar operações;
  • Telefonia – foram pioneiros na digitalização e ainda navegam no protagonismo;
  • Mídia – o efeito Netflix, Disney entre grandes mídias aconteceu fortemente no mundo.

Esses são apenas alguns exemplos de como indústrias já estão inseridas na mudança.

Um erro grande, cometido pelas empresas, é tentar conectar esse tipo de transformação com áreas de tecnologia (ou departamentos de TI). Erro grave, na verdade. Mais do que se tratar de uma mentalidade de áreas, todas empresas do futuro serão empresas de tecnologia, portanto, todas operações dessas instituições deverão aderir à digitalização de processos. Grande parte dessa digitalização é eliminar processos manuais e desenvolver as relações cliente-empresa de forma inteligente: com robôs, automações, inteligência artificial, reconhecimento de voz, entre outros tipos de tecnologia que podem ser aplicadas.

No fim, o exercício da transformação digital é encontrar um caminho digital para impactar, conectar, vender, se relacionar e resolver problemas das pessoas.

Principais erros cometidos pelas empresas na transformação digital

As empresas recebendo insights e inputs de todos os lados, começaram a buscar cegamente a transformação digital. De bancos a empresas de saúde, instituições seguem desesperadas por mudar seus rumos e contratam consultorias, especialistas, elegem CIO’s (diretores de inovação) e isso deveria ser bem diferente. Empresas com a vontade genuína de transformar seus negócios devem na verdade, remodelar a forma como resolvem problemas com clientes. Isso não tem a ver exclusivamente com tecnologia. Tem a ver com cultura. Cloud computing, redes sociais, inteligência artificial, mobilidade, internet das coisas (IOT), data science, machine learning entre outros termos, têm a ver com o transformação digital e renovação, porém são apenas ferramentas para se obter essa mudança.

Por isso também, as empresas erram em contratar consultorias que prometem modelos milagrosos de transformação digital. Mas não é somente esse erro que impede empresas de mudarem, vamos a alguns pontos importantes que travam a transformação:

  • Não irrigar na empresa, a mentalidade de transformar toda a cultura;
  • Não identificar dentro de casa os detratores e missionários do tema;
  • Achar que a consultoria vai resolver tudo;
  • C-Levels e fundadores não engajados no tema;
  • Achar que usar uma nova tecnologia vai ingressar a empresa na transformação;
  • Acreditar demais no modelo estabelecido atual.

A transformação digital muda países, economias e ecossistemas. Barreiras culturais e fronteiras são quebradas quando isso acontece. A sociedade é impactada como um todo.

A McKinsey tem um documento que ilustra bem o processo de teste e implementação de transformação digital em finanças. Apesar de ser um estudo de apenas uma indústria, gosto bastante desse guia. Veja na ilustração abaixo.

O roadmap da McKinsey elabora os 10 passos para essa meta ser atingida:

  • Definindo valores
  • 1. Garantir o compromisso da gerência sênior;
  • 2. Definir metas claras e ambiciosas e;
  • 3. Investimento seguro.