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Bom dia,

A semana foi animada em aquisições. O movimento mais emblemático foi o fim da novela pelo amor dos acionistas da Linx. Em assembleia, eles decidiram que a proposta da Stone (de R$ 6,7 bilhões) era mais interessante que a da Totvs (R$ 6 bilhões) e selaram o destino da empresa de software. Agora é ver o que o Cade vai dizer sobre o negócio (Spoiler: um sim).

Outro movimento interessante veio da Arezzo, que comprou o controle da Troc – startup curitibana que já tinha recebido investimento da Reserva, que foi comprada pela Arezzo. A empresa comandada por Alexandre Birman também criou um fundo de investimento em venture capital, o ZZ ventures.

Já a Ânima, dona da Universidade São Judas, arrematou a MedRoom, desenvolvedora de uma tecnologia de ensino para médicos que usam realidade virtual e aumentada (que tem como uma de suas clientes a Estácio, que pertence à Yduqs).

Teve também o novo aporte da Olist, que levantou R$ 310 milhões em rodada liderada pela SoftBank, os novos aportes do Black Founders Fund, do Google, e muito mais.

Boa leitura e boa semana.

Gustavo Brigatto
Fundador e Editor-Chefe

 


Stone + Linx

Os acionistas da Linx colocaram fim à guerra dos 100 dias entre Stone e Totvs e selaram o destino da empresa de software. André Street saiu vencedor com seu lance de R$ 6,7 bilhões. Agora é esperar a aprovação do negócio no Cade, processo que pode levar de três a seis meses.

Tá, mas e daí?

A Totvs disse que o caso é página virada e já mira outras aquisições, e a Stone que já tem R$ 500 milhões separados para investir no novo brinquedo. Vai ser divertido ver como o mercado vai reagir (Rede, Cielo? Alô?).


O novo Fred Trajano?

A Arezzo&Co comprou o controle da Troc, startup de compra e venda de roupas usadas que no fim do ano passado tinha recebido investimento da Honey Island Capital (dos fundadores da Ebanx) e da Reserva, que a Arezzo comprou no fim de outubro. Somando as duas fatias (8% da Reserva e os 67% comprados agora) a Arezzo ficará com 75% do negócio. Luanna Toniolo, fundadora da Troc, ficará com os 25% restantes e earn-out de três anos. A ideia é investir R$ 12 milhões na operação nos próximos dois anos.

A Arezzo ainda aproveitou o anúncio para apresentar o ZZ Ventures, seu fundo de corporate venture, que deve aplicar R$ 30 milhões ao longo de 2021.

Tá, mas e daí?

Desde o anúncio da compra da Reserva, em 22 de outubro as ações da Arezzo acumulam alta de quase 34%. Desde o tombo registrado em março como efeito da pandemia, a valorização passa de 112%. O movimento de digitalização da companhia e a criação de uma casa de marcas, atendendo um público mais diversificado que o seu mercado tradicional e com presença no online e no offline tem sido bem visto pelo mercado. Será que o Alexandre Birmann vai se tornar o novo queridinho do mercado, um novo Fred Trajano?


Rodadas de investimento

  • A SoftBank redobrou a aposta na Olist e liderou uma série D de R$ 310 milhões na companhia. Em outubro a fundo já tinha liderado um outro aporte de R$ 190 milhões na Olist. A atual rodada contou com a participação da Valor Capital (que já era investidora da companhia), da Península Participações, da VELT Partners; da FJ Labs (do cofundador da OLX, Fabrice Grinda) e de Kevin Efrusy. A Redpoint eventures, que investe na Olist desde a série A, em 2016, não acompanhou (pelo tamanho do cheque?). Os recursos serão usados para aquisições nas áreas de logística e de serviços financeiros;
  • A Minery, marketplace para negociação de commodities minerais em nuvem, recebeu um aporte de R$ 3 milhões em rodada seed liderada pela venture builder Happy Capital. O investimento vai ajudar a empresa na contratação de profissionais e no desenvolvimento da plataforma, que será lançada em 15 de janeiro;
  • O site de venda de passagens de ônibus Deônibus recebeu um aporte de R$ 4 milhões em uma rodada liderada pela GVAngels. Também participaram um family office e mais 12 investidores-anjo. A bridge será usada para sustentar a operação por um período de 18 meses até que a companhia consiga fazer a rodada de série A que foi adiada por conta da pandemia;
  • O Black Founders Fund, do Google, fez aportes em mais seis startups: Aoca, Game Lab, LegAut, EasyJur, WeUse, Treinus e Wellbe. Com elas, o portfólio chega a nove empresas. A meta é ter 30 até o final de 2021;
  • A Facio tornou pública uma rodada de US$ 5 milhões; recebida em junho. O aporte foi liderado pela Monashees e teve participação do ONEVC, da aceleradora Y Combinator – a fintech integrou a turma do inverno de 2020, que se graduou virtualmente em março, por conta da pandemia. Também entraram o presidente da Y Combinator, Michael Seibel, em seu primeiro investimento em uma startup brasileira, Gabriel Braga, cofundador do Quinto Andar e Igor Marchesini, ex-presidente da SumUp no Brasil. A Facio já tinha levantado R$ 6 milhões com Monashees, ONEVC e Y Combinator para montar sua operação;
  • A israelense Tuqqi, que faz ferramentas de comunicação para empresas, concluiu uma rodada de investimento de US$ 1,5 milhão. A captação contou com a participação de recursos de brasileiros que investiram por meio da Darwin Capital, do Marcelo Astrachan. A Darwin é sócia do family office iArgento, um dos investidores da Tuqqi.

Novo fundo

  • A Squadra Ventures, venture builder fundada por Guga Stocco, Giancarlo Barone, Fabio Fakri e Eduardo Zaidan, vai levantar R$ 60 milhões para investir em companhias que estejam em busca de rodadas de série A. Os recursos vão se somar aos R$ 40 milhões que a Squadra já tem sob gestão com participações em 18 negócios. Com a ampliação do escopo de atuação, da Squadra, Guga deixou sua participação na DOMO.

Aquisições

  • A Ânima, dona da Universidade São Judas, comprou a MedRoom, que desenvolve uma tecnologia de ensino para medicina que usa realidade virtual e realidade aumentada. A MedRoom não tinha investidores e estava com rodada aberta, segundo apurou o Startups. A tecnologia é usada ela Estácio (Yduqs), pela Anhembi Morumbi (Laureate) e pelo Einstein. Com a pandemia a companhia teve que acelerar em um ano o desenvolvimento de uma versão adaptada para ensino a distância já que seu produto era construído para uso presencial.
  • Com o caixa cheio da rodada de R$ 1,6 bilhão feita em setembro, o Neon segue em modo de aquisições. O alvo dessa vez foi a Consiga+, de empréstimos consignados privados. O valor da operação não foi revelado e o negócio precisa de aprovação do Banco Central. A Osher Gestão, que tinha 50% da Consiga+ deixou o negócio. Os fundadores da fintech, Victor Loyola, Leandro Molina e Alexandre Oliveira receberam ações do Neon como parte do pagamento.

Novas funções

  • Thomas Barth e Loise Nascimento assumiram novas funções na Movile. Barth, que era o responsável pelas iniciativas de fintechs dentro do grupo, passa a ser o diretor de crédito da MovilePay. Já Loise fez o caminho inverso, deixando o departamento jurídico e regulatório da MovilePay para assumir como gerente de “Policy e Regulatory” na Movile;
  • O brasileiro Guilherme Spinace, que estava no México há 3 anos e meio, voltou ao Brasil para tocar o início da operação da mexicana Kavak, de compra e venda de carros usados, por aqui.

Fintech para jovens

  • A conta digital Z1, voltada ao público adolescente, entrou em funcionamento oficial. Para começar a operar a fintech fez uma rodada em março que foi liderada pela Maya Capital e contou com a participação de Ariel Lambrecht e Renato Freitas (ex-Ebah, 99 e Yellow).

Quase unicórnio

  • A SoftBank estaria negociando um novo aporte na MadeiraMadeira, o que alçaria a varejista ao status de unicórnio, segundo a Bloomberg.

Live shopping

  • O live commerce virou uma febre na China durante a pandemia e se espalhou pelo mundo. Alguns varejistas brasileiros adotaram a tendência e agora, uma nova startup surgiu para atuar nesse filão, a Mimo. Para começar, a companhia levantou R$ 2 milhões com investidores como Nizan Guanaes.

Expandindo o marketplace

  • O Pão de Açúcar vai oferecer novos serviços aos lojistas que vendem por meio de seu marketplace. A primeira oferta, de logística, entrará em operação no primeiro trimestre de 2021.

Caso encerrado

  • O Bradesco encerrou o processo que movia contra o GuiaBolso no Cade. A decisão veio depois que o banco se comprometeu a pagar uma multa de R$ 23,8 milhões à fintech e assinar um Termo de Compromisso de Cessão (TCC). O Bradesco foi à Justiça contra o GuiaBolso em 2016 para impedir que usuários do aplicativo acessassem suas contas por meio dele. Pelo TCC assinado, o banco tem 90 para criar as conexões que permitam aos usuários do GuiaBolso fazerem esse acesso.

Aceleração

  • A VTEX lançou dois programas de aceleração de startups: um voltado a companhias mais iniciantes (Incubator) e outro para companhias em fase de tração (Accelerator). Cada modalidade terá 3 companhias que vão receber US$ 10 mil de investimento e acesso a mentorias, acesso a investidores-anjo e ferramentas da companhia.os programas terão seis e quatro meses de duração, respectivamente.

Gigantes emergentes

  • A KPMG compilou uma lista com as 105 empresas que considera os Emerging Giantes brasileiros. Dentre os nomes estão Warren, Bcredi, BizCapital, Geru, RecargaPay e QueroQuitar. A ideia é trabalhar de forma próxima a essas companhias para ajudá-las a crescer (e, em algum momento, se tornarem clientes da consultoria. O movimento faz parte da estratégia de aproximação com o ecossistema de startups que começou em 2018 com a criação do Leap, em parceira com o Distrito.

Fila de IPOs

  • Airbnb, Roblox e Affirm entraram com pedidos de abertura de capitais

Uma no cravo…

  • A Apple anunciou que vai cortar pela metade (para 15%) a mordida que dá nas receitas de desenvolvedores que publicam aplicativos em sua App Store. A medida válida a partir de 1º de janeiro atende pequenos desenvolvedores, cuja receita seja de até US$ 1 milhão por ano e aplicativos que sejam novos na loja.

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