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Acaba de desembarcar no Brasil a BYJU’S Future School, edtech indiana que promete ensinar skills do futuro, como linguagem de programação, para crianças. O método de ensino foi desenvolvido e aprimorado pelo educador indiano Byju Raveendran visando respeitar o ritmo e as individualidades de cada aluno.

Quem vai comandar a operação brasileira da BYJU’S é Fernando Prado, fundador e ex-presidente da ClickBus. Juntam-se a ele o diretor de operações Ricardo Leite, com passagens por Microsoft e BlaBlaCar; e Roberto Moreno, como diretor de recrutamento, treinamento e engajamento de professoras. Roberto vem de empresas como o Grupo Zap e 99.

Ao Startups, Fernando conta que já tinha a educação como seu próximo objetivo de carreira. Após 7 anos no comando do marketplace de passagens de ônibus fundado por ele, ele viu o match perfeito entre começar uma empresa do zero na área de educação com a proposta inovadora da edtech indiana. São mais de 100 milhões de alunos em operações realizadas na própria Índia, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e México.

“A empresa foi crescendo em 10 anos, principalmente durante a pandemia, e se consolidou como a maior edtech do mundo e maior startup da Índia”, diz Fernando, lançando uma provocação. “Aliás, vale uma reflexão aqui. Enquanto na Índia a maior startup é do segmento de educação, no Brasil, a maior startup é um banco”. (mentalizou algum meme ao ler isso?)

Ensino individual e customizado

O programa de ensino oferecido pela BYJU’S Future School é focado em crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos. O primeiro curso disponível na plataforma é o de programação. São 144 aulas que totalizam 1 ano e meio de ensino. Mais para frente, serão introduzidas matérias como matemática, ciências e artes.

Depois da primeira aula gratuita, o pagamento do curso pode ser feito de duas maneiras. À vista, com desconto, contemplando todas as aulas, ou mensalmente, como se fosse um “Netflix da educação”. Nesse caso podem ser adquiridos 4 ou 8 créditos por mês (R$ 300 ou R$ 550) para serem consumidos em aulas. Assim que acabam, a mensalidade pode ou não ser renovada. E, caso o aluno desista do curso, os créditos que não foram consumidos são devolvidos, e ele ainda terá acesso às aulas e atividades realizadas.

Um dos diferenciais está em customizar a frequência da aula. Não há uma agenda pré-estabelecida. A ideia é que, à medida que o aluno avance nas aulas, possa aplicar toda sua criatividade em produtos finais, como animações, jogos e aplicativos.

A plataforma estreia no Brasil com 450 professores cadastrados, mais de 1.500 alunos matriculados e 300 colaboradores. Segundo Fernando, a expectativa é de fechar 2021 com mais de 10 mil alunos e pelo menos 1.500 professores parceiros.

“Na ClickBus descobri a magia da escalabilidade pela tecnologia. Se eu plantar a sementinha do gosto pelo aprendizado na cabeça de cada criança que fizer nossos cursos, será o trabalho mais escalável da minha vida”, comenta Fernando todo empolgado.

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