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O inovabra habitat, do Bradesco, fechou uma parceria com o Gyntec, 1º hub de inovação do Centro-Oeste – cuja história inclusive já contei no Além da Faria Lima. O acordo faz parte do plano de expansão das fronteiras de atuação do habitat, que começou a operar em 2018 em um prédio na região Central de São Paulo. Com o Gyntec, o objetivo é ter mais entrada no ecossistema de inovação de Goiás e região, especialmente o agronegócio.

O segmento é o mais forte dentre as mais de 50 startups instaladas no hub. Além do agro, o hub também estimula investimentos voltados para a inovação na saúde e na educação, com financiamento, pesquisas e colaboração. Somados, esses 3 setores são os que exercem maior influência na economia do estado de Goiás.  

“O agro cresceu muito nos últimos anos e está ficando extremamente tecnológico para aumentar sua produtividade e eficiência. Com o Gyntec vamos ampliar o acesso a soluções com o uso de tecnologias emergentes como IoT, IA e o 5G para fomentar inovações no mercado”, diz ao Startups, Renata Petrovic, head do inovabra habitat.

Segundo os dados mais recentes do Radar Agtech, mapeamento feito pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens Research and Consulting, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Brasil tem 1.574 agtechs em operação. O número é 40% maior que o registrado em 2019. O estado de Goiás tem 30 companhias e o Mato Grosso do Sul outras 17.

Para Marcos Bernardo, cofundador e presidente do Gyntec, a parceria com o inovabra habitat amplia as possibilidades para as empresas abrigadas no hub crescerem. “Nossas startups poderão construir ainda mais conexões para, quem sabe, novas rodadas de investimentos e até exits. Será mais um canal para se projetarem no mercado”, comenta Marcos.

O acordo com o Gyntec vai viabilizar ainda a troca de experiências em inovação aberta, divulgação de oportunidades para startups do inovabra habitat e oportunidades junto ao Bradesco para startups do hub goiano e o uso dos espaços de coinovação pelas startups dos 2 hubs.

Atualmente, o espaço de coinovação do Bradesco conta com 7 habitantes (como são chamadas as startups que fazem parte dele) que oferecem diversas respostas para os desafios do agronegócio: Agrosmart, Agrisolus, The AI Academy, Dominus Soli e Everynet (do estado de São Paulo); Khomp (Santa Catarina); e Austin Data Labs (EUA).

Habitat indo além de São Paulo

Ao todo, o habitat tem parcerias com 7 hubs de inovação espalhados pelo país. Somente este ano foram 4 novos acordos além da Gyntec: Artemisia; Harena Inovação, hub do Hospital de Amor de Barretos; Hotmilk, hub da PUC do Paraná; e Nexus, hub do Parque Tecnológico de São José dos Campos. Os 4 se uniram à Acate, de Florianópolis; e ao Porto Digital, de Recife, parceiros do ambiente desde 2019. De acordo com Renata, a escolha dos hubs parceiros tem a ver com a densidade que possuem, e pelo interesse em uma vertical específica. 

Outro movimento que aconteceu neste ano foi a chegada de empresas internacionais à rede, com startups de países como Suécia, Japão, Reino Unido, EUA e México.

As parcerias e a incorporação de nomes estrangeiros ganharam força em meio às mudanças no modelo de atuação do habitat por conta das medidas de isolamento. Neste período, eventos físicos como o encontro mensal de networking entre grandes empresas e startups, regado a pizzas, tiveram que migrar para o ambiente on-line. O que a princípio poderia ser um problema, acabou virando uma forma de ampliar o alcance e também a variedade de produtos e serviços no portfólio. “A diversidade é fundamental quando se trata de inovação aberta”, avalia Renata.

Ao todo, o habitat tem mais de 200 startups e 79 grandes empresas residentes.

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