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Além de quedas bruscas na temperatura, o inverno também trouxe declínio no mercado de criptomoedas. O chamado “inverno cripto” deu as caras com a queda no valor das principais moedas – só o Bitcoin vale 50% menos do que no começo do ano – e agora chegam os efeitos nas empresas do segmento. A Coinbase, maior corretora de criptomoedas dos EUA, foi uma delas.

A companhia anunciou nesta terça-feira (14) que vai demitir quase 1.100 empregados ou cerca de 18% da sua força de trabalho total. Com os cortes, a equipe da corretora será reduzida para 5.000 pessoas até o fim do mês. A notícia fez com que as ações da Coinbase caíssem quase 5% no pré-mercado na Nasdaq.

A bomba chega quase um mês depois de o mercado de criptomoedas ter começado a desmoronar. O Bitcoin deslizou durante quase 12 semanas seguidas, caindo de uma máxima de US$ 50.000 para mínima de $22.002, nesta manhã.

Segundo o fundador e presidente da Coinbase, Brian Armstrong, a decisão foi tomada devido a preocupações com a rápida mudança das condições econômicas, a gestão dos custos em mercados em baixa, e o crescimento da empresa “demasiado rápido”. No último ano, a empresa contratou cerca de 3.200 novos trabalhadores.

“Excedemos agora o limite do número de novos empregados que podemos integrar enquanto aumentamos a nossa produtividade”, disse Brian em um post no blog da empresa. “As ações anunciadas hoje vão nos permitir gerir com mais confiança durante este período, mesmo que este seja severamente prolongado”, acrescentou.

E o Brasil?

O mercado brasileiro segue sendo prioridade no plano de expansão da corretora. Na semana passada, quando começaram boatos de que a empresa entraria na onda das demissões e que adiaria o início de suas operações por aqui, ela desmentiu. 

Segundo a Coinbase, o cronograma para a chegada no país “não está atrasado” e ela deve desembarcar no Brasil de vez ainda este ano. Há 3 meses, a corretora inclusive anunciou a contratação de Fabio Tonetto Plein (ex-Uber e PicPay) como country manager da operação brasileira. Ele se junta a Marcello Azambuja, diretor de engenharia que até então estava à frente do início das operações da Coinbase no Brasil.  

Uma de suas primeiras missões seria a negociação para a aquisição do grupo 2TM, dono do Mercado Bitcoin – que também demitiu dezenas de funcionários recentemente . No entanto, com o esfriamento do mercado, o negócio foi desfeito em maio.

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