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Nos últimos 5 anos, a Ramper se dedicou a atender um nicho específico com um produto e se tornar uma referência na sua área de atuação: a prospecção de clientes nas empresas.

Mas como desempenho passado não é garantia de desempenho futuro, e a companhia não quer ser vista como aquela banda dos anos 1990 que só fez sucesso com uma música, chegou a hora de dar um novo passo e ampliar o leque. Agora, além da busca ativa por clientes, ela atua com uma dor adjacente, o atendimento reativo a quem chegou por meio de um contato direto.

“Metade dos lides são perdidos por falta de conexão, ou porque o contato não é respondido, ou porque o acionamento é feito tarde demais. Quem faz esse processo mais rápido tem vantagem competitiva”, diz Ricardo Corrêa, fundador e presidente da Ramper. Segundo ele, usando seu próprio produto, a companhia, que já tinha um fluxo mais otimizado – usando umas 5 ferramentas diferentes -, praticamente zerou o número de contato perdidos.  

Ricardo Corrêa, fundador e presidente da Ramper

Peixe grande

Com cerca de 1,5 mil empresas como clientes e uma receita na casa de R$ 10 milhões, a Ramper se tornou um “peixe grande em um aquário pequeno”, nas palavras do fundador. E como um produto de nicho não levaria – ou dificilmente levaria – a companhia para um patamar 10 vezes maior, veio a necessidade de ampliar o escopo de atuação.   

“A gente sempre olhou para marketing e vendas B2B como um todo, mas não teve presunção de atacar tudo ao mesmo tempo. Entramos focos no que acreditávamos ser a maior dor, que era a prospecção. Agora é a hora de buscar um mercado maior”, diz Ricardo.

O passo fazia parte da tese da rodada seed de R$ 8 milhões que a companhia anunciou em abril. Ao longo do processo de desenvolvimento surgiu a necessidade de dar uma nova identidade para a marca, que passasse ao mercado o novo momento da companhia. O novo logo ganhou uma fonte própria, criada para a empresa, e passa a representar sua marca corporativa, com os dois produtos – Ramper Prospect e Ramper Engage – com sua própria cor e proposta de comunicação.

Novo logo da Ramper

Próximos passos

Dentro do plano de olhar para além do seu segmento tradicional, a Ramper também colocou na conta uma opção que até agora não estava prevista: a aquisição de outras empresas. Ricardo não dá detalhes, mas diz que o crescimento inorgânico será um componente de crescimento ao longo de 2022.

A expectativa é que os movimentos deixem a companhia preparada para fazer sua série A no 2º semestre.

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