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A Tudu, startup brasileira que vende roupas e objetos sob demanda, acaba de lançar a plataforma Tudu Pro para empresas de todos os portes e setores criarem kits e brindes personalizados para seus clientes e colaboradores. Anunciado exclusivamente para o Startups, o produto marca a estreia da companhia no mercado B2B e já representa 5% de seu faturamento.

O fundador da empresa, Fábio Zausner, conta que a nova unidade de negócio começou como um favor para um amigo, no fim do ano passado. “Ele trabalhava em uma grande empresa e precisava fazer brindes de boas vindas para os funcionários, mas não estava dando conta da demanda”, afirma. Como a Tudu já tinha a operação para atender os clientes finais, Fábio se encarregou de toda a produção e entrega – o que, a princípio, seria apenas um caso isolado.

Não demorou para que outras empresas entrassem em contato. “Os kits viraram essenciais em tempos de employer branding e home office, porque são uma forma de as organizações interagirem com os funcionários e levarem um pouco da cultura do escritório para a casa de cada um”, pontua Fábio. De olho na demanda, o executivo começou a estruturar a operação B2B em abril e, desde então, a Tudu Pro vem crescendo cerca de 70% ao mês.

A startup construiu um produto full service, oferecendo kits completos desde o design da criação, produção e manuseio até a entrega na casa dos funcionários. O item mais procurado é o kit de onboarding para novos funcionários. No entanto, a companhia tem expandido as ofertas para brindes de aniversário,  nascimento do filho do colaborador e dia das mães e dos pais, além de eventos corporativos, atingimento de metas e mimos para os parceiros e os clientes.

Para ganhar escala

Embora não tenha números exatos sobre o potencial de mercado do Tudu Pro, Fábio está otimista. “Se a gente considerar o número de pessoas contratadas no Brasil, a expectativa é que seja um mercado bem grande”, considera. O país registrou 20.699.802 contratações em 2021, contra 17.969.205 desligamentos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Até abril a estratégia foi totalmente orgânica e no boca a boca. Recentemente, a startup, que tem cerca de 80 colaboradores começou a estruturar um time comercial para oferecer a solução para as empresas. A companhia está com outras cartas na manga. Para ganhar escala, a Tudu está lançando um modelo de franquias, mas com uma diferença importante. A ideia é que todos os parceiros trabalhem de casa, o que faz com que a startup não tenha gasto de caixa com pontos comerciais, e vendam a solução para empresas, lojas e marcas diversas.

A projeção é que a vertical B2B cresça pelo menos 3 vezes até o fim do ano, representando de 15% a 20% da receita da empresa. Alguns dos clientes já atendidos são Nuvemshop, Loggi, Shopper, Banco Alfa, Outback, Infra-commerce e Iese.

Hoje a Tudu Pro concorre com marcas como a Yoobe, que automatiza o envio de mimos para colaboradores de empresas, e a Lobby, startup criada por um dos cofundadores da Creditas que hoje atende marcas como Itaú, Amazon, Mercado Livre e Americanas. Segundo Fábio, a principal diferença entre esta última e a Tudu é a velocidade de entrega. No site da Lobby, a companhia avisa que é necessário pedir com pelo menos 7 semanas de antecedência para entregar no prazo. No caso da Tudu, o empreendedor afirma que a maioria dos pedidos – até mais do que ele gostaria – são feitos com urgência.

“Como já temos todo o processo desenvolvido para fazer a produção sob demanda, conseguimos atender boa parte dos pedidos em um curto prazo”, afirma. Em relação a outros concorrentes, o executivo observa outras vantagens competitivas. “Todas as empresas buscam facilidade, bom preço e qualidade. Existem players no mercado que oferecem um desses pilares, mas dificilmente os 3 juntos, como no caso da Tudu”, pontua.

Ele acrescenta que a Tudu não exige um pedido mínimo de peças e tem uma operação sustentável, com zero desperdício no no processo produtivo. A Tudu Pro está desenvolvendo uma plataforma para os clientes oferecerem o resgate de kits e brindes por pontos para seus colaboradores, e garante o acompanhamento online em tempo real de cada pedido até a entrega.

Como começou

A Tudu nasceu em 2020 como um spin-off da Phooto, empresa que customiza fotografias em produtos como canecas, garrafas, calendários e camisetas. Para lançar a startup, Fábio investiu cerca de R$ 3 milhões e, desde então, o negócio vem crescendo com recursos próprios – estratégia que não deve mudar tão cedo.

“Não levantamos uma rodada ainda, mas sempre quis tocar a empresa com recursos próprios e de uma forma saudável”, diz o empreendedor. Segundo Fábio, a companhia já é lucrativa e dobra de tamanho a cada ano.

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